Também conhecido como álcool etílico, o etanol é um dos principais combustíveis utilizados no país. Serve para abastecer automóveis e produzir energia elétrica, tal como a gasolina, o diesel, entre outros. A usina agora inaugurada é o resultado de 12 anos de pesquisas, realizadas na Universidade Federal de Tocantins (UFT), em parceria com a Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (SUDAM).

Até ao momento, a região da Amazônia não dispunha de nenhum tipo de produção de álcool para combustível e era totalmente dependente do que se produzia em São Paulo e no Nordeste. A partir de agora, será possível expandir essa tecnologia para todos os estados do Norte, através do chamado Programa de Produção de Etanol Social da Amazônia, que permitirá algumas facilidades de crédito a pequenos e médios produtores.

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A próxima unidade será instalada no Pará, desta vez coordenada pela Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA).

A batata-doce é considerada ideal para a produção desse biocombustível, sobretudo devido à sua elevada capacidade de produção em ciclos curtos, entre 4 a 5 meses. Além disso, é extremamente rústica, o que lhe permite resistir bem ao ataque de pragas. Economicamente, o seu custo de produção é muito mais baixo que as duas principais matérias-primas utilizadas no fabrico do etanol - a cana-de-açúcar e o milho. Outra vantagem é a possibilidade de ser utilizada em compostos como biogás, cosméticos, bebidas e ração para animais.

A referida usina, instalada no campus da UFT, em Palmas-TO, tem capacidade para produzir 3 mil litros de etanol por dia. O projeto contou com um investimento inicial de 20 mil reais, financiados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Ela servirá igualmente de laboratório para pesquisas, estando neste momento envolvidos 44 profissionais, entre pesquisadores e alunos. Contudo, o grande objetivo é atrair o interesse dos agricultores, para que produzam etanol em escala comercial, permitindo assim que toda a região da Amazônia se torne autossustentável nessa fonte alternativa de energia. #Inovação #Agricultura