Após o Tribunal Regional Federal do Rio de Janeiro (TRF2) ter negado o pedido de prisão preventiva feito pelo Ministério Público Federal contra o juiz afastado do caso Eike Batista, Flávio Roberto Souza, o magistrado teria assumido ter desviado mais de R$ 1 milhão apreendido pelo Tribunal Regional Federal, segundo informação divulgada pelo MPF nesta quinta-feira (12).

O juiz é investigado por crimes de peculato, subtração de autos, fraude processual e lavagem de dinheiro. As informações do MPF ainda afirmam que o juiz declarou ter tirado dos cofres da 3ª Vara Criminal do TRF 108 mil euros e US$ 150 mil em dinheiro vivo, o equivalente a R$ 835 mil.

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O magistrado ainda teria tomado decisões para desviar outros R$ 290 mil depositados na Caixa Econômica Federal. Os valores do desvio, somados, chegam a R$ 1,12 milhão.

Apesar de negar o pedido de prisão preventiva, a #Justiça concedeu mandado de busca e apreensão das quantias desviadas pelo magistrado.

Afastamento

O juiz foi afastado de suas funções, no último dia 3, após ser flagrado dirigindo um dos carros de Eike que haviam sido confiscados, um Porsche Cayanne, e guardar em seu condomínio outros dois carros e um piano do réu. Com a decisão de afastamento, tomada pela 2ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal do Rio, todas as decisões tomadas por Flávio Roberto foram anuladas, sendo mantido apenas o bloqueio dos bens.

Após ser afastado, foi dada uma licença de 42 dias ao magistrado, até o dia 8 de agosto, concedida por uma junta médica a servido do TRF2.

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Não foi divulgada as razões médicas que se deu a licença. O juiz segue recebendo seus vencimentos mesmo afastado de suas funções.

Caso Eike

O empresário responde na justiça como réu pelas acusações de manipulação do mercado e uso indevido de informações privilegiadas, no processo de venda de ações das empresas OGX e OSX. Os advogados de Eike Batista negam todas as acusações.

Na última quarta-feira (11), a Corregedoria Nacional de Justiça determinou que o processo contra o empresário continue a correr na 3ª Vara Federal Criminal. #Corrupção