Bilionários brasileiros também tiveram suas finanças abaladas com a atual crise econômica. De acordo com o que foi divulgado pela Forbes, em 2014 o Brasil possuía 65 integrantes bilionários, mas o número diminuiu esse ano, registrando 54 pessoas.

A Forbes é uma revista que mede as fortunas dos empresários que possuem um patrimônio acima de US$ 1 bilhão, sempre em dólar. O fato da diminuição de bilionários brasileiros pode ser decorrente da desvalorização do real. Outro fato que também pode justificar as finanças abaladas de bilionários são os escândalos da Lava Jato e até mesmo a reorganização societária, contribuindo para as quedas de patrimônio, diante da avaliação da Forbes.

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Um dos controladores da AB Inbev, o empresário Jorge Lemann, ainda lidera a listas do brasileiros mais ricos, chegando a um patrimônio avaliado em US$ 25 bilhões. No caso de Lemann, a crise não afetou suas finanças, que aumentou em US$ 5,3 bilhões em relação ao ano de 2014. Numa projeção de progresso, Jorge tem seu patrimônio aumentado U$ 605 mil por hora ou ao ritmo de US$ 14,5 milhões por dias.

Contudo, apesar da lista estar menor, os brasileiros que permanecem na Forbes continuam aumentando seu patrimônio. Em 2015 a fortuna média foi calculada em U$ 3,35 bilhões - em relação a 2014, que era de US$ 2,95 bilhões, a fortuna aumentou 14% a mais este ano.

Em relação à lista de câmbio, sete novos integrantes passaram a configurar: Itamar Lock, Blairo Maggi, Hugo Ribeiro, Maurizio Billi, Carlos Sanchez, Marli Pissollo e Lúcia Maggi.

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Quem voltou também a esta edição de câmbio foi a herdeira do Itaú Maria de Lourdes Egydio Villela, que participou da lista em 2013, mas em 2014 não integrou a edição. José Luís Cutrale também voltou a aparecer. Ele já havia figurado por um ano, em 2000.

Entre os empresários que perderam o posto de bilionários brasileiros está o presidente da construtora OAS, Cesar Mata Pires, em que o patrimônio chegou a atingir US$ 1,55 bilhão. Contudo, a empresa está envolvida nos escândalos de corrupção da Operação Lava Jato. A OAS entrou para a lista quando passou a trabalhar para a construção de estádios para a Copa e também para a Petrobras, na construção de plataformas de petróleo.

Outros três empresários também saíram da lista da Forbes: Lilian Werninghaus Eggon, João da Silva e Werner Ricardo Voigt, donos da WEG, líderes na fabricação de máquinas industriais. O motivo de saírem da lista este ano foi a dissolução do patrimônio entre os familiares.

Victor Gradin, que detinha 20% das ações da Odebrecht, também perdeu o nome na lista de bilionários brasileiros. O fato foi decorrente da transferência da participação para os filhos. #Finança