Após difíceis negociações em função da polêmica com os aposentados, a Presidente da República Dilma Rousseff assinou nesta terça-feira (24) a medida provisória que será submetida para aprovação no Congresso Nacional e dá mais uma chance para o atual modelo de correção do salário mínimo continuar até 2019. O modelo continuará reajustado pela inflação, considerando a variação do PIB de dois anos atrás e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior.

Em relação aos aposentados, que ganham mais do que um salário mínimo, não houve acordo sobre a aplicação da lei, sendo necessário o adiamento da análise.

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Atualmente, os valores referentes às aposentadorias são reajustadas com base na inflação do ano anterior.

Qual o impacto para economia?

Se contempla aposentados ou não, o certo é que não houve uma estimativa do impacto financeiro da medida. Isso significa que, mesmo com o país altamente endividado, o #Governo aumentará, ainda mais, o nível de endividamento, principalmente, se conceder as mesmas regras para aposentados com ganhos superiores ao salário mínimo, uma vez que, o aposentado que ganha salário superior também está incluído nas condições de quem recebe salário inferior. O salário mínimo foi reajustado em janeiro deste ano para o valor de R$ 788.

O Ministro Joaquim Levy anunciou a recomposição do superávit primário para 1,2% do PIB em 2015 e para 2% do PIB em 2016 e 2017.

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A Presidente Dilma Rousseff disse que o dia do trabalho (1º de Maio) está próximo e, geralmente, é o Governo que encaminha o texto sobre o reajuste do salário mínimo, junto com a aprovação do Orçamento da União, realizada na semana passada pelo Congresso. Para poder computar qualquer variação do salário mínimo, ela precisa ter a medida aprovada.

O cenário econômico do país é preocupante. Os juros estão altíssimos e também está previsto o aumento do IPI. Com a análise desse modelo, é possível verificar que a classe média possui sérios problemas financeiros e quem ganha salário mínimo terá pela frente um grande desafio para se manter.