Os utilitários-esportivos (SUVs) são uma moda que veio para ficar, não é à toa que praticamente todos os fabricantes têm planos ambiciosos para este segmento. Depois dos grandalhões, agora é a vez dos SUVs compactos, os aventureiros urbanos. O Jeep Renegade é o mais recente lançamento deste nicho, um modelo que aposta na tradição da marca norte-americana para conquistar o consumidor que valoriza imagem acima de tudo. Mais que o estilo inconfundível, este novo jipinho traz boa oferta de conteúdo, tecnologias inéditas entre os modelos produzidos no Brasil e bastante capacitação para encarar o sufoco. Resumindo, ele tem tudo para agradar os saradões e, também, as patricinhas.

A versão de entrada, Sport, parte de R$ 69.900.

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Ela combina o motor flexível EtorQ 1.8 litro 16V, de 132 cv, com o câmbio manual de cinco marchas e tração dianteira. Opcionalmente, uma transmissão automática de seis velocidades é ofertada, subindo seu preço para R$ 75.900. O catálogo Sport também está disponível com motorização turbodiesel (Multijet II), transmissão automática de nove velocidades e tração integral permanente com Selec-Terrain. Nesta configuração, ele vai a R$ 99.900.

"Com este lançamento, queremos a liderança entre os SUVs compactos, no Brasil. Temos 25 mil clientes interessados no Renegade, inscritos em nosso site, e vamos ampliar nossa rede de concessionários de 120 pontos para 200, até o final deste ano", disse o chefão da Jeep brasileira, Sérgio Ferreira, durante a apresentação oficial do modelo, na semana passada.

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"As versões bicombustíveis, com apelo mais urbano, responderão por algo entre 75% e 80% do nosso mix de vendas. Acreditamos que 50% desses compradores já possuem um utilitário-esportivo e que a outra metade virá de segmentos variados, como os sedãs médios", acrescentou o executivo.

O Renegade Sport traz banco do motorista com regulagem de altura, volante ajustável (em altura e profundidade), direção com assistência elétrica, ar-condicionado, trio elétrico (vidros, travas e retrovisores), sistema de áudio com viva-voz Bluetooth para telefone celular, computador de bordo, sensor de estacionamento (apenas traseiro), controles eletrônicos de tração, estabilidade (ESC) e estabilização de reboque, freio de estacionamento com acionamento elétrico, controlador de velocidade (piloto automático), rodas de liga leve (aro 16 polegadas), bolsas infláveis dianteiras e freios ABS.

Opcionalmente, o modelo oferece sistema multimídia Uconnect Touch com tela de 5 polegadas sensível ao toque, navegador por satélite (GPS) embarcado e câmera de ré, além de volante revestido em couro, bolsas laterais infláveis, de cortina e para os joelhos do condutor, monitoramento de pressão dos pneus (TPMS) e teto solar panorâmico Command View.

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A versão intermediária, Longitude, está disponível com dois trens de força: o primeiro combina o motor bicombustível de 132 cv com a transmissão automática de seis velocidades (R$ 80.900) e segundo, a unidade Multijet II com a transmissão automática de nove velocidades (R$ 109.900). Além do acabamento superior, ela acrescenta comandos no volante para trocas sequenciais, climatização em duas zonas e rodas maiores, aro 17, a tudo que está disponível para a Sport - no modelo turbodiesel, a tração 4x4 também ganha controle de velocidade em declives.

Entre seus opcionais, bancos e forrações em couro, com regulagens elétricas para o motorista, detector de pontos cegos, assistente de estacionamento (Park Assist, que faz balizas sozinho), acesso e partida com chave presencial, sensores crepuscular e de chuva, sistema de áudio Beats com oito alto-falantes, tela sensível ao toque maior, de 6,5 polegadas, quadro de instrumentos com tela de película fina, faróis bixenônio, rodas aro 18 e teto preto.

Já a versão topo de linha, Trailhawk, disponível apenas com o trem de força mais potente, traz quase tudo isso por R$ 116.900 - bancos em couro, sistema TMPS, teto solar My Sky com peças de material plástico removível e outros maneirismo tecnológicos seguem como opcionais. Sua suspensão é um pouco mais alta e tem 22 cm de vão livre, contra 20 cm dos modelos básico e intermediário.

Além do Park Assist, que estaciona o Renegade em vagas paralelas ou perpendiculares de forma autônoma, o utilitário-esportivo tem outras exclusividades, como o seletor de tração com até quatro modos, Auto (automático), Snow (neve), Sand/Mud (areia/lama) e Rock (pedra), e o próprio motor Multijet II, o único turbodiesel de seu segmento. Comparado ao Renault Duster, ao novo Honda HR-V e ao atual líder de vendas da classe, o Ford EcoSport, o Jeep só perde no quesito porta-malas - são míseros 260 litro, contra até 475 l, do Duster.

Mais espaçoso que o EcoSport, o Renegade chega com valores bastante competitivos e bem próximos dos praticados nos Estados Unidos, onde ele parte de o equivalente a R$ 60.610. Uma versão "pé-de-boi", que chega na segunda fase de lançamento, está prometida por R$ 66.900 - resta saber em que ele será enxugada. Por falar no modelo norte-americano, lá são usados motores bem diferentes dos nossos, mais potentes.

Bom, o fato é que os SUVs terão que mostrar elasticidade para dividirem um bolo que, no ano passado, chegou a quase 300 mil unidades, no Brasil - alta de menos de um ponto percentual, em termos de participação, em relação a 2013. "Este é um segmento que ganha cada vez mais evidência", pontua Ferreira, lembrando que a Jeep já gastou mais de o equivalente a R$ 4,5 bilhões na divulgação do novo modelo, em nível mundial. Outro desafio que a marca terá de enfrentar, em terras tupiniquins, é a alta do Dólar. "Temos um índice de nacionalização de 80%, mas é claro que um maxivalorização da moeda norte-americana impactaria em nosso preço final". #Negócios #Automobilismo