O Brasil deixou a presidência rotativa do Brics, grupo de países formado pela Rússia, Brasil, China, Índia e África do Sul. No primeiro dia do mês de abril a presidência rotativa do Brics passou para a Rússia.

De acordo com o Itamaraty, os acordos para a implantação do Banco de Desenvolvimento e do Arranjo Contingente de Reservas avançaram, com a instalação do conselho de diretores interino do banco. O objetivo de trabalho é para tornar a instituição financeira operativa em 2016.

Os acordos foram assinados em Fortaleza/CE na sexta cúpula do Brics, e agora estão sobre exame do Congresso Nacional para aprovação. Houve também logo após a cúpula a reunião Brics-América do Sul, com presença de todos os chefes de Estado da região.

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A próxima Cúpula do Brics ocorrerá no meio do ano em Ufa, cidade russa. A Rússia também propõe às delegações dos demais países do bloco a realização, em junho, da 1ª Cúpula Parlamentar do Brics, em Moscou. A proposta foi feita durante a 132ª Assembleia da UIP (União Interparlamentar), em Hanoi, no Vietnã. Os parlamentares chineses já confirmaram presença.

O juiz do Supremo Tribunal de Justiça da Rússia, Vladimir Khamenkov, diz que a Rússia também propõe a ampliação da cooperação entre os altos órgãos judiciários dos países do Brics. Segundo Khamenkov, a cooperação pode se dar em vários assuntos, como a proteção ao meio ambiente, com ênfase a troca de informações e de propostas para o desenvolvimento do Judiciário.

O Banco do Brics é composto por países subdesenvolvidos, mas que nas últimas décadas apresentaram um crescimento industrial alto, são eles: Brasil, Rússia, Índia, China e atualmente, África do Sul.

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O objetivo do Banco é financiar projetos de infraestrutura em países emergentes. O acordo permite a entrada de novos países mas os cinco fundadores devem manter uma participação conjunta de 55%. A China sediará a instituição, que ficará em Xangai. A África do Sul vai sediar o Centro Regional Africano do banco. Haverá rotatividade na presidência do banco, depois da Índia, o Brasil terá direito a chefiar a instituição, seguido por Rússia, África do Sul e China. Os mandatos serão de cinco anos.