O mesmo espaço de um utilitário-esportivo (SUV) médio pelo preço de um compacto. Este é o mote do JAC T6, que chega com preços a partir de R$ 69.990 e tem desenho que lembra o ix35, da Hyundai. O modelo chinês não é, exatamente, um portento, mas seu motor flexível 2.0 litros, 16V, fornece sugestivos de 160 cv e se, por enquanto, ele é combinado, exclusivamente, ao câmbio manual de cinco marchas, há a promessa de um trem de força mais potente, com direito a transmissão automática, no futuro.

Por enquanto, o T6 é este que o leitor vê nas fotos. Sua lista de itens de série inclui banco do motorista com ajuste de altura, volante regulável revestido em couro, direção com assistência elétrica, ar-condicionado automático, travas e vidros elétricos, computador de bordo, sensor de ré, faróis auxiliares e rodas de liga leve, além do pacote de segurança obrigatório, com bolsas infláveis frontais e freios ABS - aqui, com distribuidor de carga (EBD).

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Há outras duas versões: a intermediária, que acrescenta retrovisores elétricos e barras de teto por R$ 71.990, e a top de linha, com mais câmera de ré e sistema multimídia Mirror Link, com teto sensível ao toque de 7 polegadas, navegador por satélite (GPS) embarcado e interface que replica a tela do smartphone do condutor, habilitando todas suas funções, por R$ 75.670. "A mais completa responderá por 90% de nosso mix de vendas", disse o presidente nacional da JAC, Sérgio Habib.

De acordo com ele, a marca espera vender 3.600 unidades do T6 no Brasil, até dezembro. "Isso nos dará 1% de participação entre os SUVs, no país", calcula Habib. Da versão apresentada em outubro do ano passado, durante o Salão Internacional do Automóvel, o modelo perdeu o teto solar panorâmico, airbags laterais e cortinas infláveis, controle eletrônico de estabilidade (ESP) e auxílio para partida em aclives (Hill Holder).

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Já o Celer, da Chery, ganha cidadania brasileira. O modelo, que agora é produzido em Jacareí (SP), chega reestilizado e com preços que partem de R$ 38.990, para o hatchback, e R$ 39.990, para o sedã - ambos têm uma versão mais avançada, Act, que acrescenta R$ 1.000 a esses valores básicos. A estimativa comercial do vice-presidente da montadora, Luis Curi, é bastante otimista: "Vamos vender 10 mil unidades dos novos Celer, neste ano, mais do que o volume que alcançamos no ano passado, com todos nossos modelos", disse o executivo.

Ambos são equipados com o mesmo motor bicombustível 1.5 litro, 16V, de 113 cv, combinado ao câmbio manual de cinco marchas. Ao acabamento franciscano, a Chery acrescenta uma lista semelhante à do conterrâneo T6, mas com direito a rádio com leitor MP3 e retrovisores elétricos - faróis auxiliares e rodas de liga leve só nas versões Act. Longe. A dupla mostra que, mais rápido do que se imagina, os veículos chineses vêm ganhando qualidade.

Para as marcas que sempre reinaram absolutas, é bom abrir os olhos! #Negócios #Automobilismo