O FMI olha desconfiado para os números estimados e relatados pelos economistas brasileiros. O fundo anuncia que no Brasil, este ano de 2015, não haverá 'pibinho'. O país sofrerá um crescimento negativo e irá levar junto com ele a retração em toda a América Latina. Enquanto isso, os europeus, exceção feita a alguns poucos, se recupera da crise e nos acena de longe. A previsão é de queda de 1% no PIB e uma inflação de 7.8% ao ano. Valores certamente não repassados para salários, vencimentos de aposentados e imposto de renda.

São coisas que devem penalizar, ainda mais, aqueles que acreditaram no canto da sereia. O 'partido dos tolos' aplicou esta técnica nos incautos marinheiros de primeira viagem, no país das bolsas para tudo (que também fazem parte do roteiro da corrupção nacional).

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Os mais duros replicam com o dedo em riste: quem pariu Mateus que o crie. Outros sorriem e sem esquecer o estilo galhofeiro do brasileiro dizem: "apertam os cintos, a presidente sumiu!".

Assim, parte considerável do resultado negativo a ser apresentado pela América Latina, neste ano da glória de 2015, poderá e, certamente será, creditado ao governo brasileiro e sua incompetência em gerir o gigante adormecido. Bolívia e Paraguai irão impedir uma queda maior. A Argentina, nossa vizinha, conforme dizem os especialistas, não prejudica, nem contribui, nesta quadra de tempo.

Ainda sobre a crise hídrica, ela não ocupa o destaque que merece. Ela está eclipsada nas manchetes daqueles que vivem do pão e do circo, em que se transformou a economia brasileira pela corrupção. Ela corre célere para bater todos os recordes e vir a figurar no Guinness Book, como a maior já observada.

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Como diria um antigo dignitário do país do Carnaval: "Nunca se viu antes neste país tamanha corrupção", se isentando de qualquer responsabilidade.

As más línguas vociferam contra a previsão inflacionária e apostam que ela supera o índice oficial previsto e deve chegar a 8,13%. Nesta situação todo o cuidado com sua poupança é pouco.