A moda dos jipinhos não é um fenômeno brasileiro, mas mundial. Então, se o leitor não se liga muito neste segmento, é bom ir se acostumando porque eles vão infestar as ruas nos próximos anos e, não duvide, é muito provável que, no futuro, você também embarque nessa onda. Com o incremento das vendas, os utilitários esportivos (SUVs) vêm ganhado subgêneros, como os "crossovers" e por aí vai. A necessidade de ter um produto "diferenciado" não impõe limites criativos e aquilo que, há dois anos era ridículo, ganha uma repaginada, o carimbo de uma marca de prestígio e pronto: "Eureka!".

Enquanto o tinir da registradora do fabricante contabiliza o dinheiro, o incauto embarca feliz da vida, em um modelo feito à base de oportunismo.

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Obviamente, não há nada de ilícito nisso e o mercado entrega aquilo que os consumidores querem - ou são levados a querer. "As marcas de prestígio também vão aumentar sua participação, entre os SUVs", avalia o analista da IHS Automotive, Ian Fletcher. "Elas terão muitos lançamentos neste nicho, nos próximos anos".

Deixando de lado o aspecto filosófico, a Mercedes-Benz amplia, em breve, sua oferta nesta categoria com a versão comercial do GLC Coupé Concept, seu anti-BMW X4. Apresentado no Salão do Automóvel de Xangai, o protótipo tem 4,73 metros de comprimento e surge bem próximo do modelo que chega às lojas em breve - é quase 40 cm maior que o Range Rover Evoque, da Land Rover, com uma vantagem de mais de 15 cm na distância entre-eixos.

O modelo é muito parecido com o Actyon, da SsangYong, mas traz o pedigree da estrela de três pontas.

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O requinte da engenharia germânica está no trem de força do carro-conceito, um V6 biturbo com injeção direta de combustível e 367 cv (a mesma motorização do C 450 AMG Sport), combinado à nova transmissão automática 9G-Tronic de nove velocidades e à tração integral permanente (4Matic). Já a versão comercial terá opções mais mansas.

De acordo com pesquisas da IHS Automotive, as vendas globais de utilitários esportivos e "crossovers" crescerão 32% até o final desta década, sobre o volume anual atual, chegando a 24,7 milhões de unidades. #Inovação