A compra de um Suzuki não é, exatamente, uma indicação amigável. A marca, a menorzinha dentre as montadoras japonesas com presença no mercado mundial, voltou às manchetes internacionais há menos de uma semana, ao promover o recall recorde de dois milhões de unidades - sua produção anual é de 2,8 milhões de veículos - por problemas na ignição de seus modelos. Mas aqui no Brasil, está sendo laureada em verso e prosa pela imprensa "especializada", e seu mais recente lançamento, o S-Cross (que aqui perdeu o prenome SX4 para não ser associado ao compacto aventureiro, um mico clássico, que substitui) coleciona adjetivos.

Equipado com motor 1.6 litro 16V de 120 cv, movido exclusivamente a gasolina, e câmbio manual de cinco marchas, o "crossover" parte de salgadíssimos R$ 74.900 na versão GL, dotada de tração dianteira.

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Há ainda os catálogos GLX (R$ 88.900), equipado com transmissão automática CVT de variação contínua e modo manual com emulador de sete velocidades, GLX 4WD (R$ 95.900), com tração integral permanente, e GLS 4WD (R$ 105.900), topo de linha.

A tração integral conta com quatro modos de atuação: Auto (com o torque sendo transferido também para as rodas traseiras sob demanda), Sport (com parte da força sendo transferida para as rodas de trás, constantemente), Snow/Mud (para trechos coberto de neve ou lama) e Lock (com bloqueio e distribuição de 50% do torque para cada eixo).

A lista de conteúdo não impressiona e o S-Cross só oferece climatização em duas zonas, assistente de partida em aclives (Hill Holder), controle eletrônico de estabilidade (ESP), sidebags e cortinas infláveis a partir da versão GLX.

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O acabamento em couro é exclusivo das versões com tração integral e o modelo GLS é o único a ofertar sistema multimídia com tela de 8 polegadas sensível ao toque e navegador por satélite (GPS) embarcado, além de teto solar panorâmico e faróis de xenônio.

Com 4,30 metros de comprimento, o Suzuki é 1 cm maior que o HR-V, o novo queridinho dos brasileiros. Se isso serve de consolo, seu porta-malas tem capacidade volumétrica de 440 litros, 9 l superior à do Honda. Em termos qualitativos, nunca é demais lembrar que nas duas últimas vezes em que a marca participou do Initial Quality Study norte-americano, da J. D. Power and Associates, ficou na 31ª posição entre 32 marcas, em 2011, e na 23ª colocação entre 34, em 2012.

Também vale lembrar que, quando foi lançado por aqui, no final de 2009, o Suzuki SX4 partia de R$ 62 mil - isso com motor 2.0 litros 16V de 145 cv e porta-malas com 470 l. Recentemente, tinha encarecido e só 550 corajosos pagaram a partir de R$ 67.490 por ele, em 2014. De qualquer jeito, trazia mais força e conteúdo, além da tração integral de série, que a nova geração. #Negócios #Automobilismo #Inovação