O mercado brasileiro de automóveis registrou alta de 26,8%, em março deste ano, sobre fevereiro, segundo dados divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Apesar dos ganhos em relação ao mês anterior, os números de emplacamentos de carros de passeio e comerciais leves, em março, mostram que o setor continua em crise com queda de 1,1%, em relação ao mesmo período de 2014. No acumulado deste primeiro trimestre, as perdas chegam a 16,2%. O fraco desempenho, somado a perspectivas ruins para o futuro, levaram a cúpula da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) a procurar, na semana passada, a presidente Dilma Rousseff.

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"O governo foi sensível à nossa pauta e prometeu indicar o que pode ser resolvido imediatamente, bem como ações de médio e longo prazos, até o final deste mês", disse o presidente da Anfavea, Luiz Moan. Sem polemizar sobre as demissões que as montadoras vêm promovendo, ele acrescentou que "a competitividade é a saída para o setor, que tem na alta do Dólar uma oportunidade de incrementar as exportações".

O ministro da Casa Civil, Aloízio Mercadante, também vê as exportações como uma solução para a crise automotiva. "Como o mercado doméstico cresceu muito, acabamos nos descuidando em relação aos países que estão no nosso entorno", avaliou Mercadante. O acordo comercial com a Argentina, por exemplo, vence em 30 de junho e a expectativa é que ele seja renovado, como aconteceu com o México.

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Seguindo a mesma tendência dos automóveis, o segmento de transportes, que reúne caminhões e ônibus, também fechou o primeiro trimestre de 2015 com retração de 32,9%, enquanto motocicletas e ciclomotores tiveram queda de 10,5%. Implementos rodoviários e máquinas agrícolas também tiveram forte contração, com menos 49% e 17%, respectivamente, em relação aos três primeiros meses do ano passado.

Na briga das marcas, apesar de manter a liderança nacional, com 19,4% de participação entre carros de passeio e comerciais leves, a Fiat viu suas vendas encolherem quase 28%, neste primeiro trimestre. A General Motors, segunda da tabela, amargou perdas de 18,2% e fechou o período com uma fatia de 17,2%. #Negócios #Finança