Segundo pesquisas realizadas na #universidade da Califórnia, pessoas com nível socioeconômico inferior são mais altruístas do que os indivíduos mais abastados. Em uma das pesquisas, os participantes respondiam a um questionário que coletava dados referentes a condição socioeconômica. Em seguida, recebiam uma quantia em dinheiro para doar a uma pessoa estranha e anônima. Os resultados apontaram que os indivíduos com posses reduzidas foram mais generosos que os participantes que tinham posses abundantes.

Em uma segunda etapa da pesquisa, a intenção era verificar se existia algum fator psicológico que influenciava no comportamento solidário. O exercício consistia em uma situação hipotética na qual os participantes vivenciavam o status de uma condição econômica inferior ou superior. Após isso, respondiam a uma série de perguntas indicando como deveriam distribuir a sua renda anual em vários setores: alimentação, saúde, lazer, doações para órgãos beneficentes e demais despesas. Constatou-se que aqueles que vivenciaram no exercício a condição de baixo nível de status socioeconômico, declararam uma porcentagem maior dos rendimentos para a caridade.

Dando continuidade aos experimentos, perceberam também que os menos favorecidos economicamente, apresentavam um comportamento mais sociável, bondoso e uma preocupação maior com o próximo. Mas essa característica também foi observada na inversão de papéis com os da classe alta que quando induzidos a terem sentimentos de compaixão pelos outros seres humanos, revelaram um comportamento pró-social, ou seja, qualquer ato que tem por objetivo ajudar o outro.

Os pesquisadores chegaram a algumas conclusões: a tendência é que quanto mais dinheiro se tem, mais se quer acumular. Essa condição de vida faz com que tenham menos dependência dos outros, já que podem suprir as suas necessidades e não manifestam grandes habilidades para compreender as perspectivas e dificuldades dos outros. Em contrapartida, os da classe menos favorecida são mais solidários, mais dependentes dos outros para sobreviver, por isso também manifestam mais empatia e entendem melhor os problemas de seus semelhantes.  #Curiosidades #entrevista