O Relatório de Mercado Focus, feito pelo Banco Central junto aos analistas do mercado financeiro, e divulgado nesta segunda-feira (6), apontou deterioração nas previsões tanto para a inflação quanto para o Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Referente à inflação, houve avanço na mediana das estimativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - índice oficial utilizado na medição da inflação -, com elevação a 8,20%, ante os 8,12% auferidos na semana passada.

Cabe salientar que a meta de inflação determinada pela autoridade monetária, o Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 4,5% ao ano, podendo oscilar em 2% para cima ou para baixo, ou seja, no intervalo de 2,5 a 6,5%.

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Percebe-se, com as projeções do Boletim Focus, um possível estouro do teto da meta.

Ainda que o limite máximo de tolerância tenha sido alcançado em 2011, o rompimento do teto jamais ocorreu ao longo do 1º mandato da presidente Dilma Rousseff. Porém, o então ministro da Fazenda, Guido Mantega, não foi capaz de trazer o índice para o centro da meta (4,5%), devido, sobretudo, à adoção de uma política nacional-desenvolvimentista e à expansão dos gastos públicos. Isso contribuiu para seu desgaste e posterior substituição, após mais de 9 anos à frente da Pasta, tendo sido o mais longevo ocupante do posto desde a redemocratização.

No que tange ao PIB as notícias também não são nada alvissareiras. O Produto Interno Bruto, que representa a soma (em valores monetários) de todos os bens e serviços finais produzidos por um país, durante um determinado período de tempo, recebeu sua 14ª revisão para baixo.

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A leitura da semana anterior, de 1%, contrasta com a feita a 4 semanas atrás, que apontava queda de 0,66% na mediana e que culmina no recuo atual, de 1,01%.

Estimativas mais otimistas são esperadas em 2016. Para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo a mediana das projeções segue inalterada, em 5,60%, comparada aos 5,51% do mês passado. Já com relação ao Produto Interno Bruto o boletim dos analistas pontua alta de 1,10%, ligeiro avanço se cotejado aos 1,05% medido no mês anterior.