Na última terça-feira, dia 26 de maio, um evento de degustação e debates em Brasília comemorou o Dia Nacional do Café, celebrado oficialmente no dia 24 de maio. O encontro, que reuniu produtores, empresários, baristas e especialistas, foi produzido pelo Sebrae com o intuito de discutir estratégias para o setor, de forma a beneficiar pequenos produtores.

Segundo entrevista da organizadora do evento, Carmem Souza, ao programa de rádio Nossa Terra, da EBC, "o café é a segunda bebida mais consumida no Brasil, perdendo só para a água".

O encontro promoveu informações sobre valorização de sabores, café e coração, informações da produção, cafés especiais e ações de desenvolvimento do negócio e acesso ao mercado.

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Um tema de destaque foi o Cafés Sustentáveis do Brasil - PCS, da Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC), parceira do Sebrae, que tem por meta estimular a sustentabilidade em toda cadeia produtiva.

Em 2014, o Sebrae indicou 44 produtores brasileiros que foram premiados no Cup of Excellence, evento que reuniu 700 produtores de todo o mundo em duas etapas realizadas no Brasil. "Parte desse resultado se deve ao trabalho da instituição junto a produtores de pequeno porte para incentivar a produção, a comercialização e a promoção de produtos com maior valor agregado", disse o presidente do Sebrae, Luiz Barretto, segundo publicação oficial da instituição.

Os cafés especiais brasileiros cairam no gosto de compradores e apreciadores mundiais, tanto que no leilão do Cup of Excellence Naturals 2014.

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Segundo o Portal de Notícias R7, o produto cultivado no Sítio Baixadão, região da Mantiqueira, em Minas Gerais, foi arrematado pela Starbucks Coffee Trading Company por US$ 23,80 por libra-peso, um recorde para o evento.

Até o Vaticano consome o café brasileiro. O Papa Francisco é argentino, mas o café que ele bebe é orgânico, sem adição de agroquímicos, sendo produzido pela Fazenda Aranquan, na Chapada Diamantina, região central do Estado Bahia. O Latitude 13 é fornecido ao Vaticano desde 2011, segundo o jornal Tribuna da Bahia.

O café na economia brasileira

Na data de 24 de maio é comemora do o Dia Nacional do Café, em referência ao primeiro dia da colheita do produto. Presente em 98,2% dos lares brasileiros, o café é além de uma preferência nacional símbolo de uma produção que tem o Brasil na posição de maior produtor, dos últimos 150 anos, segundo dados da Organização Internacional do Café.

A Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC), em seu site na internet, apresenta dados sobre as estáticas do produto e perspectivas do setor cafeeiro.

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Pesquisas da ABIC, segundo a empresa Nielsen, mostram a continua e elevada penetração da bebida entre os consumidores. O café esta presente em 98,2% dos lares brasileiros, sendo que nos lares existem em média 3,4 pessoas, das quais 2,8 bebem café.

As pesquisas apontam que as regiões brasileiras onde o consumo mais cresceu, no ano de 2014, foram o Nordeste (+ 9,1%), o Sul (+ 8,8%) e o Centro Oeste (+7,8%). O café em pó representou 86,4% em valor, do total consumido, enquanto o segmento relativamente novo das capsulas alcançou 1,7%, ampliando em 54% as vendas em valor em relação a 2013.

Para 2015, a ABIC estima um crescimento no consumo de 3%, alcançando os 21 milhões de sacas no ano.

Estima-se haver 3,5 mil cafeterias no país, somado a panificadoras e padarias, este número chega a 10 mil. Dos 390 mil produtores, 80% representam pequenas propriedades. São 1.900 municípios brasileiros, de 14 estados, em 2,32 milhões de hectares de área plantada, envolvidos numa atividade que emprega 40 mil pessoas.

Incentivos ao Setor

Desde 1996, o setor tem suporte do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), criado pelo Decreto-Lei nº 2.295/86 e estruturado pelo Decreto nº 94.874/87. O Fundo se destina ao desenvolvimento de pesquisas, ao incentivo à produtividade e à competitividade dos setores produtivos, à qualificação da mão de obra e à publicidade e promoção dos cafés brasileiros, nos mercados interno e externo, priorizando as linhas de financiamento para custeio, colheita, estocagem e aquisição de café, entre outros instrumentos de política agrícola.

O Ministério da #Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em conjunto com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), por intermédio da unidade Embrapa Café, coordena o Consórcio Pesquisa Café, cujo objetivo é o desenvolvimento de tecnologias que promovam sustentabilidade, competitividade, inovação e desenvolvimento tecnológico da cafeicultura brasileira.

No Site do Ministério da Agricultura é possível encontrar dados, estatísticas e pesquisas sobre o setor em http://www.agricultura.gov.br/vegetal/culturas/cafe

Seja como produto de grande relevância comercial, seja como a bebida da cultura dos brasileiros, o café é sem dúvida um produto que possui fãs no Brasil e em todo Mundo.

Puro ou com leite, descafeinado, quente, gelado, machiatto, ristreto, longo, curto, orgânico. E aí? Vai um cafezinho? #Negócios