Não se assuste se o iCar, o carro do futuro da #Apple, sair de uma das fábrica do Grupo Fiat-Chrysler (FCA). Bom, ainda é cedo para afirmar qualquer coisa a respeito do modelo com o qual a marca da maçã entraria no competitivíssimo mundo automotivo, mas as gigantes do setor estão atentas e o chefão da FCA, Sergio Marchionne, confirmou que esteve recentemente com os diretores-executivos (CEOs) da Apple, Tim Cook, e da Tesla, Elon Musk, durante sua visita à Califórnia. “Estou muito impressionado com o que Cook vem fazendo”, disse Marchionne, elogiando o trabalho do fundador da Tesla. A reunião aconteceu dias antes de a Apple abafar, com um acordo judicial, o escândalo de aliciamento de cientistas do fabricante norte-americano de baterias de íon de líto A123 Systens, para o desenvolvimento de seu próprio modelo autônomo.

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O episódio dá uma clara ideia do interesse real da marca da maçã no segmento automotivo, mais especificamente nos veículos elétricos. “Cook está muito focado neste setor e esse é, mesmo, seu papel”, comentou Marchionne sem entrar em detalhes sobre o que foi conversado. A verdade é que a Apple é, hoje, a empresa com a maior capitalização de mercado do mundo e por esta, entre outras razões, precisa de ampliar seu portfólio. A meta é iniciar a produção do iCar em 2020 e, apesar de a porta-voz da empresa, Rachel Wolf, se esquivar de qualquer questão sobre o modelo, sabe-se que o desenvolvimento de um novo automóvel leva até sete anos - ou seja, o tempo urge.

“Estamos procurando um parceiro, que pode ser a Apple ou o Google”, disse o ‘big boss’ da FCA, Sergio Marchionne, que teve a oportunidade de rodar no protótipo autônomo do Google, no início deste mês, nos Estados Unidos.

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Neste momento, a marca da maçã está prestes a embarcar a versão automotiva de seu sistema operacional IOS, denominada CarPlay, em automóveis de passeio de várias marcas. A novidade vai permitir que os usuários do iPhone acessem seu telefone celular inteligente sem tirar as mãos do volante.

Enquanto a FCA não acerta com seu parceiro, Marchionne também coloca outras prioridades em pauta, com uma investida das marcas do grupo à categoria dos utilitários-esportivos (SUVs) de luxo. “Quando vejo um Range Rover na rua, meu sangue ferve”, declarou o executivo. “Fico pensando que temos que fazer um veículo para este segmento e vamos fazer, em breve”, garantiu. Vale lembrar que a Maserati já até batizou seu SUV, o Levante, mas o lançamento comercial do modelo vem sendo adiado subsequentemente. O jipão seria uma peça fundamental para aumentar o volume comercial da marca do tridente de Netuno das 36.500 unidades anuais, para 75 mil, em 2018. #Automobilismo #Inovação