Em alguns casos há ressentimento. Em outros casos há a recusa sem justificativa. São reações do setor acadêmico a novidades provenientes do mercado corporativo e da vivência de profissionais no dia-a-dia em sua área do conhecimento, que não conseguem ser alcançadas pelo imobilismo acadêmico. Aumenta o afastamento entre academia e mercado corporativo. É um paradoxo incompreendido. Uma das principais missões desta é formar profissionais capacitados para ele. O parece não estar conseguindo cumprir.

A holocracia surge de profissionais. Alguns avessos à promoções verticais. Não é incomum que uma pessoa que sobe de cargo perca a produtividade.

Publicidade
Publicidade

Eles colocam a pretensão de estabelecer uma luta sem quartel, com objetivo de eliminar a hierarquia. Quem imaginou tal heresia foram colaboradores comuns. Mais comprometidos om a estratégia empresarial do que com a busca por cargos.

Seu autor, Brian Robertson é um empreendedor. Ele considera que tem maiores possibilidades de evolução, as empresas cujo comportamento e atitude frente à competividade no mercado pode ser gerida por tarefas desenvolvidas em grupo. O grupo se reúne em atividades de tempestade cerebral (brainstorming), desenha os mapas mentais resultantes e apresenta os resultados de forma lúdica, utilizando infográficos altamente positivos. Em nenhuma destas atividades as chefias diretas são envolvidas.

Não existe o "dono das ideias". Há somente um grupo responsável, vestido com flexibilidade de ações.

Publicidade

Ela permite correções de rotas. As ações estão coordenadas no tempo e no espaço com a evolução mercadológica. Ela está voltada para as pessoas que não se importam em ser "apenas mais um na multidão". Não há necessidade de dividir ideias com chefias inoperantes. Algumas delas verdadeiras analfabetas funcionais. Pessoas que se apoiam no trabalho do grupo para alavancar sua própria carreira. O objetivo maior para eles.

A inteligência emocional (com beneplácito de Goleman) assume lugar de destaque na gestão dos conflitos. Assim, no lugar de alimentar fatores resistência, surgem resultados positivos. Com esta proposta é possível que pessoas mais dispostas em determinado tempo assumam mais trabalho. A substituição de membros das equipes é um aspecto que não traz ressentimentos. A flexibilidade, colocada como total, sugere mudanças para superação de obstáculos. Todas estas decisões são tomadas pelo grupo.

As pesquisas indicam que, ao resolver pontos de tensão em seu interior e empoderar os participantes de pequenos grupos, a organização torna-se mais ágil.

Publicidade

Fazer diferente substitui o fazer melhor (lembrem-se da estratégia do oceano azul).

Nem tudo são flores. O joio deve ser separado do trigo. É preciso tomar cuidado para que não montar grupos que não tenham a vivência do todo que a organização engloba. É imperioso fornecer a estas pessoas informações sobre nichos, clientes, concorrência e produtos. #Negócios

Esta manhã, quando chegar na empresa chame seus melhores colaboradores. Diga-lhes que a partir daquele momento eles serão os "holocratas" da organização. Aí pode relaxar, tomar seu café, antes de enfrentar as estatísticas diariamente publicadas e que mostram que o mundo lá fora, está mesmo uma baderna geral e quase ingerenciável. Logo você estará longe dele.