O Índice Geral de Preços - IGP 10 foi recentemente divulgado pela Fundação Getúlio Vargas - FGV fechando o mês de maio de 2015 com a taxa de 0,52%. Lineker Miranda, graduado em administração e especialista em preços em uma distribuidora de combustíveis no Brasil em Belo Horizonte, explica a desaceleração do fator econômico divulgado pela FGV. O administrador aponta os fatores que levaram a desaceleração do IGP - 10 e faz um balanço da economia no Brasil.

"O Índice Geral de Preços (IGP-10) divulgado no dia 15 de maio de 2015 pela FGV demonstra uma desaceleração da inflação apurada em maio ante o mês anterior. Essa desaceleração reflete também a queda nos preços dos produtos agrícolas no atacado medido pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), indicador que contribui com peso de 60% no cálculo do IGP-10 e um forte recuo na inflação percebida no varejo, ou seja, no preço pago pelo consumidor final.

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A baixa nos preços do atacado foi puxada principalmente pela soja, que teve queda de 4,23 por cento em maio, após subir 7,40 por cento no mês anterior. Os benefícios sentidos pela população, medidos pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), outro índice que compõe a base de cálculo do IGP-10 com peso de 30%, passam principalmente pelo controle da alta na tarifa de energia residencial que em abril registrou um acréscimo de 13,83%, mas que em maio registrou apenas 0,95% de alta e também pelo grupo habitação, que passou de elevação de 2,51% para 0,56%.

Essa oscilação contribui para os planos do #Governo brasileiro de tentar trazer a inflação para dentro da meta e reflete o esforço feito pela equipe econômica no sentido de amenizar uma grave #Crise econômica e de credibilidade pela qual passa o país.

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No entanto, não há motivo para muita comemoração. No acumulado do ano, o indicador registra alta de 3,52% e no acumulado dos últimos 12 meses, alta de 3,86%. Não chega a ser um desastre, mas caso o índice volte a registrar sucessivas altas nos próximos meses, um sinal de alerta se acenderá novamente em Brasília", declara Lineker Miranda.

O administrador conclui em uma breve análise econômica, a situação fragilizada do país diante de diversos fatores que devem ser levados em conta. "Recentemente o país se viu adentrar a todo vapor na instabilidade econômica que assola a economia de diversos países desde a crise iniciada em 2009. O aumento da taxa básica de juros pelo Banco Central, no fim de abril, é o mais recente efeito da desaceleração da economia na vida dos brasileiros. Some-se a isso a alta do dólar, a escalada da inflação, o aumento da taxa de desemprego, estagnação industrial, exportações em queda e a deploração das contas públicas e temos um quadro da situação crítica em que a economia se encontra no Brasil.

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No entanto, a reação do governo começa a apresentar aspectos positivos e já se prevê um cenário mais animador para o próximo ano, com a esperança que a retomada econômica seja cada vez menos dependente do ciclo de alta das commodities, em fase de contração, e mais de uma consolidação fiscal, realinhamento dos preços e ampliação das oportunidades do capital privado na infraestrutura."