Em comunicado nesta sexta-feira (29), o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou os resultados do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no primeiro trimestre de 2015. Segundo aponta o instituto, o PIB, que no total foi de R$ 1,408 trilhão, teve um recuo de 0,2%, se comparado com o último trimestre de 2014, e de 0,9% se comparado com os quatro trimestres imediatamente anteriores.

Nesse período, o setor agropecuário foi o destaque positivo, com crescimento de 4,7%. Já nos setores da indústria e de serviços ocorreu uma variação negativa, com redução de 0,3% e 0,4%, respectivamente.

A queda da indústria foi impulsionada pelo mal desempenho da atividade Eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (-4,3), em decorrência da diminuição no consumo e fornecimento de água e pelo aumento da utilização de termoelétricas na criação de energia, e da atividade Indústria de transformação (-1,6%), pela diminuição produtiva da indústria automobilística, de máquinas e equipamentos, de eletrônicos e informática, vestuário e também produtos do fumo.

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Já em serviços, a retração está ligada ao desempenho ruim em Transporte, armazenagem e correio (-2,1%), Administração, saúde e educação pública (-1,4%), Outros serviços (-1,4%), Intermediação financeira e seguros (-0,8%) e Comércio (-0,4%).

Se comparado com o primeiro trimestre de 2014, o primeiro trimestre de 2015 apresenta dados ainda mais alarmantes. Nessa comparação, a redução do PIB foi de 1,6%, em grande parte pela retração de 3% na Indústria, tendo como destaque negativo as atividades Eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (-12%) e Indústria de transformação (-7%). Em Serviços a redução é de 1,2%, com a atividade comercial de atacado e varejo tendo queda de 6%, e Transporte, armazenagem e correio caindo 3,6%.

A situação de queda também se apresentou nos índices referentes à demanda interna.

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A Despesa de Consumo das Famílias, por exemplo, reduziu-se 1,5% em comparação com o último trimestre de 2014 e 0,9% se comparado com o primeiro trimestre de 2014. Segundo o IBGE, essa é a primeira queda ocorrida na Despesa de Consumo das Famílias desde o terceiro trimestre de 2003, em grande parte por conta do desempenho ruim nos indicadores inflação, crédito, emprego e renda no primeiro quarto de 2015. #Governo #Finança #Crise econômica