A novela da fusão entre a Fiat Chrysler Automobiles (FCA) e a General Motors ganhou um novo capítulo, hoje, com especulações sobre a contratação de bancos de investimentos por ambas as partes.

Apesar de isso sugerir uma intenção de acordo, a GM nega qualquer aproximação com a FCA. Nesta semana, o Goldman Sachs teria se juntado ao Morgan Stanley para segurar o ímpeto do chefão da FCA, Sergio Marchionne, blindando a GM do trabalho de bastidores que ele vem fazendo com investidores ativistas e que, agora, ganha o reforço do UBS. A fusão criaria a primeira supergigante do setor automotivo mundial.

Na semana passada, a presidente-executiva (CEO) da General Motors, Mary Barra, disse que a companhia não tem interesse na fusão, mas Marchionne mostra que está disposto a confrontá-la, arrastando o ‘board’ da GM para a mesa de negociações.

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Seria inconcebível uma empresa do porte da GM não ter seu aconselhamento de #Negócios, mas isso não quer dizer que tanto o Goldman Sachs quanto o Morgan Stanley estejam abordando especificamente este tema”, disse o vice-presidente sênior da montadora, Tony Cervone, à imprensa norte-americana.

A família Agnelli, que detém 30% do controle acionário da FCA através da holding de investimentos Exor, também está sendo aconselhada pelo banco norte-americano Lazard.

A questão ganha cada vez mais atenção porque não diz respeito apenas a esses dois grupos, mas a todo o setor automotivo. Segundo Marchionne, a sobrevivência dos fabricantes globais estaria condicionada a uma consolidação do setor. De acordo com ele, isso permitiria que os grupos compartilhassem custos de capital “proibitivos” e de desenvolvimento.

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O medo é que uma recessão que aparece no horizonte derrube, no futuro, o valor das companhias. Para o executivo, é agora ou nunca.

O maior problema de Marchionne é que, com uma capitalização de mercado de US$ 20 bilhões (o equivalente a R$ 61,2 bi), a FCA é muito menor do que a GM, que tem valor de mercado estimado em US$ 57 bilhões. A dívida líquida da FCA, de 8,6 bilhões de euros (quase R$ 30 bi), também é uma das mais altas do setor automotivo. Não bastasse isso, muito do valor da FCA está atrelado à Ferrari, que – pelo menos em tese – ficaria de fora da fusão. #Automobilismo #Crise