O chefão da Fiat Chrysler Automobiles (FCA), Sergio Marchionne, não se deu por vencido e segue mexendo os pauzinhos para conseguir uma fusão com a General Motors, que criaria a primeira supergigante do setor automotivo mundial. De acordo com o "Wall Street Journal", Marchionne vem atuando nos bastidores junto com investidores ativistas - aqueles que adquirem uma parcela do capital para implementar mudanças administrativas nas empresas. Por enquanto, nada foi concretizado, mas fontes do jornal norte-americano dão conta de que as conversas vêm avançando e que o executivo teria até mesmo um plano 'B', caso a GM declinasse do negócio.

Na última terça-feira, em uma coletiva de imprensa antes da assembleia anual dos acionistas da companhia, a presidente-executiva (CEO) da GM, Mary Barra, confirmou que recebeu um e-mail de Marchionne, em maio.

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"Nossa administração e nosso conselho vetaram qualquer negociação para uma fusão", disse ela. "No momento, estamos comprometidos com nossos próprios planos".

Marchionne acredita que a indústria automotiva necessita de um rearranjo em nível mundial, para conseguir atender as demandas por veículos cada vez mais limpos e seguros, mas Barra crê que a GM tem condições de enfrentar esse desafio sozinha. "Hoje, temos escala global e estamos nos beneficiando disso. Nos últimos anos, passamos por um processo interno de fusão e ainda temos muito o que colher dessa estratégia", avaliou ela.

Em março, a GM já tinha chegado a um acordo com seus acionistas sobre o balanço e gestão, lançando um programa de recompra de títulos de US$ 5 bilhões - o equivalente a quase R$ 15,6 bi - para evitar uma guerra pelo poder dentro do grupo.

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Um mês depois, a Agência Reuters noticiou que Marchionne apostava em uma fusão com a GM para reduzir as perdas da FCA e, de quebra, cimentar seu legado antes de sair de cena, em 2019. Logo depois, em maio, o presidente da FCA, John Elkann (neto do Gianni Agnelli, o homem mais rico da Itália), deu com a língua nos dentes e vazou que a companhia, além da tentativa com a GM, mantinha conversas com outros grupos.

Para quem não se lembra, Fiat e General Motors tiveram uma união entre 2000 e 2005, iniciada com a compra de 20% da montadora italiana pela norte-americana e que terminou com um prejuízo de 1,55 bilhão de euros para a GM que, na época, preferiu quebrar o compromisso de comprar todas as ações da montadora italiana. #Negócios #Automobilismo