O #Governo Federal anunciou, através da Caixa Econômica Federal - o banco estatal de fomento à políticas habitacionais - novas medidas econômicas para o setor. Saiba como as novas regras de financiamento irão afetar o investimento e o mercado imobiliário habitacional.

Restritivas. Uma delas é o limite de crédito de financiamento imobiliário para imóveis usados. Para o teto máximo de 50% do valor de avaliação do imóvel. Reflexo do decréscimo de recursos disponíveis para alavancar o crédito imobiliário. Acontece que a principal fonte de financiamento, funding do setor, são os depósitos existentes na Caderneta de Poupança.

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E estes saldos vêm drasticamente sendo reduzidos - saques maiores que depósitos - à medida em que a #Crise econômica afeta os poupadores.

A política anterior de crédito fácil, incentivos à indústria da construção e subsídios governamentais à baixa renda teve grandes efeitos. Esses fatores permearam e estimularam grandemente toda a cadeia produtiva. Produziram crescimento notável ao setor. Os incentivos também tiveram efeito colateral. Agentes econômicos ampliaram seus ganhos - agregando valor a seus produtos. Os imóveis tiveram valorização bem superior aos demais ativos econômicos. Próximo de 25% ao ano.

Os subsídios públicos em realidade deslocaram-se então, do consumidor ao produtor, a fim de cobrir a valorização imobiliária ocorrida acima dos custos de produção. A solução alternativa encontrada pelo setor financeiro bancário, a fim de minimizar esses efeitos, foi ampliar o prazo total de financiamento, chegando até 35 anos.

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A Nova Realidade Econômica

A conjuntura econômica brasileira dos últimos anos, entretanto, mudou o cenário. Drasticamente. O modelo econômico até então vigente, de crédito farto e incentivo ao consumo, esgotou-se. Principais sintomas atuais:

  • Recessão econômica
  • Baixo crescimento da indústria da construção
  • Inflação
  • Desemprego
  • Tendência de Preços

Consequência direta do processo de estagnação da atual conjuntura econômica, a restrição de crédito tende a levar a reduções nos valores dos ativos imobiliários, em especial aos de mais alto valor. Diante desse novo ambiente, agentes econômicos trabalham com expectativas de que imóveis de valores acima de R$750 mil tenham comportamento de preço com ajustamento para baixo.

Por outro lado, os imóveis de maior procura e mais negociados, estão na faixa de valores compreendida entre R$150 mil e R$300 mil. De acordo então com o governo central, o fluxo de crédito imobiliário e os incentivos serão mantidos para estas faixas. O que pode caracterizar, todavia, um incentivo às avessas.

Se verdadeira a premissa de que produtos de maior valor tenham redução de preços causada pela contração do crédito, pode-se inferir também o fenômeno contrário. Que, pelo fato de haver mais crédito, os preços dos imóveis de menor valor sejam reajustados pelo mercado novamente acima de outros índices econômicos. #Negócios