Segundo dados divulgados hoje, 15 de julho, pela Receita Federal, a arrecadação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), sofreu sua maior queda desde o ano de 2010.

Em junho desse ano, foram registrados R$ 2,4 bilhões de rendimentos, valor que representa uma baixa de 22,4% do montante arrecadado no mesmo período do ano passado.

Os números relativos ao acumulado de janeiro a junho de 2015 também deixaram a desejar: o índice foi 11,5% menor que em 2014, atingindo a marca de R$ 16,7 bilhões para os cofres do Fisco. Em janeiro, o Governo alterou a tabela do imposto, mas não foi suficiente para evitar a baixa nos valores.

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De acordo com o Governo Federal, a queda na arrecadação, uma das consequências da crise que o Brasil atravessa, foi liderada, principalmente, por dois fatores: redução de 5,09% na venda de bens e serviços e a diminuição 6,25% das atividades das grandes fábricas instaladas no país.

Com isso, houve queda de 3,61% na arrecadação da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) - representando um montante de pouco mais de R$ 101,460 bilhões - e Programa de Integração Social (PIS), que angariou R$ 27,531 bilhões, baixa de 3,26% em relação ao ano passado. Já o Simples Nacional, que incluiu diversos setores no modelo empresarial, fez com que os cofres perdessem R$ 5,8 bilhões no primeiro semestre desse ano.

Além disso, a isenção de IPI para determinados produtos, como os da indústria automobilística, concedido durante todo o ano de 2014, sobretudo em dezembro passado, contribuiu para o atual cenário, juntamente com a desoneração da folha de pagamento a 56 setores que compõem a economia brasileira.

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Tais medidas acarretaram em uma perda de R$ 54,882 bilhões.

A importação é outro fator que tem puxado a economia para baixo. A queda foi de 22,9% em relação a junho de 2014. Somente a arrecadação das alíquotas referentes ao diesel, gasolina, e produtos importados apresentou saldo positivo, com um montante de R$ 1,1 bilhão em fevereiro de 2015, de acordo com informações do Governo Federal. #Crise econômica