Há 40 dias do início de sua data-base, os bancários de todo o país estão se preparando para as conferências interestaduais e nacionais que serão realizadas ao final deste mês em todo o país. Nos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, os bancários realizaram uma conferência interestadual no início deste mês cujo objetivo foi o de estipular as metas a serem negociadas com a FENABAN – Federação Nacional de Bancos em setembro.

O presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Campos dos Goytacazes-RJ, Hugo Diniz, informou que a conferência interestadual de bancários dos estados do RJ e ES, contou com a presença de mais de 600 trabalhadores.

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“Nessa conferência foi debatida a manutenção do emprego, a questão de luta do pessoal do HSBC que está passando por um processo de venda e a aprovação do índice de reivindicação que é de 9%, se considerarmos que este será o índice oficial da inflação, e mais 7% de reajuste de ganho real para os bancários” conta Diniz.

Na conferência interestadual, realizada em Macaé-RJ, no início deste mês, dois bancários levarão a proposta dos fluminenses e capixabas para a Conferência Nacional que acontecerá em São Paulo. A proposta se aprovada fará parte da minuta de negociações com a FENABAN. Entre as reivindicações estão os percentuais de reajuste real para o trabalhador, bem como a reposição do valor inflacionário, e outras questões como saúde, educação, alimentação e segurança. A Conferência Nacional acontecerá nos dias 31 de julho, 1º e 2 de agosto na capital paulista.

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“É na conferência nacional que será aprovado o índice que vai balizar a campanha salarial dos bancários. De que forma será efetuada a campanha de mobilização da categoria e quais serão as atividades a serem desenvolvidas nos meses de agosto e setembro. Iremos definir o calendário de negociações e entregar a minuta a FENABAN e aos sindicatos do estado do Rio de Janeiro” explica Diniz.

Os índices de reajuste real e da reposição integral da inflação citados podem variar em alguns pontos para mais ou para menos, porque depende ainda da proposta das federações de outros estados que também irão debater esses valores na conferência nacional.

“A partir dessa conferência nacional é que efetivamente começa nossa campanha salarial. Aí acontecerá a nossa assembléia para aprovação da nossa minuta de reivindicações, que é feita com todos os sindicatos do Brasil. Caso não haja uma negociação séria por parte da FENABAN e o não-atendimento as nossas reivindicações aí sim, pode ser que haja uma #Greve da categoria bancária. Tudo vai depender da forma como as negociações ocorrerão no decorrer dos meses de agosto e setembro” explica o presidente.

O HSBC – Sobre a venda do HSBC em Campos dos Goytacazes-RJ, Diniz salienta que o impacto será pequeno.

“Acredito que para nossa região, o impacto será pequeno, porque a preocupação da Federação dos Bancários é com relação à Curitiba, onde se localiza o centro administrativo do banco” conclui Diniz. #Trabalho #Manifestação