Conforme divulgado no portal G1, a agência de classificação de risco Standard & Poor's manteve a nota de crédito do Brasil em BBB-, porém com perspectiva negativa. Na prática, isso significa dizer que o país tem grau de investimento com qualidade média. Mais um pouco e estaremos à beira do abismo, perdendo o selo de "bom pagador".

E por que as notas das agências de classificação de risco são tão importantes para um país? Funciona assim: quanto maior a nota, menor o risco de investir no país e maior o interesse dos investidores. Quanto menor, significa risco alto e baixo interesse. Por essa razão, o mercado financeiro de todo o mundo fica de olho nas notas dadas aos países.

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As notas ajudam na avaliação do risco de investimento e alertam os investidores sobre os perigos e armadilhas da região que eles escolheram para aplicar o dinheiro. Eles podem avaliar, por exemplo, se a possibilidade de ganho, com juros maiores, compensa o risco de perder o capital investido, face à turbulência econômica do país escolhido.

No caso da Standard & Poor's, as notas são divididas em quatro faixas. A primeira vai de AAA até A-. Países classificados nesta faixa são considerados de grau de investimento com qualidade alta e baixo risco. A segunda faixa vai de BBB a BBB-. Países com estas notas acendem a luz amarela dos investidores, porque são de grau de investimento com qualidade média. No caso do Brasil, a perspectiva foi alterada para negativa. O que é pior. A faixa seguinte vai de BB+ a B-.

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Nesse caso, o país perdeu o grau de investimento. Tem baixa classificação e é considerado na categoria especulação. A última faixa aponta para países inviáveis economicamente e só quem quiser jogar dinheiro fora, aposta neles. As notas vão de CCC a D e significam risco de alta inadimplência e baixo interesse. Um novo rebaixamento na nota do Brasil, deixará o país na desconfortável faixa de categoria especulativa, perdendo o selo de bom pagador.

A agência de classificação justificou a avaliação do grau de investimento do Brasil, afirmando que, desde o último rating, em março de 2015, o cenário de piora dos riscos, cresceu. E a razão é tanto econômica quanto política. Apesar dos esforços de amplas mudanças para colocar o país de novo nos trilhos, a Standard & Poor's acredita que os riscos da não execução cresceram. E por isso, o Brasil deverá demorar mais do que o esperado para retornar para uma economia consistente.

Na análise da S&P, os escândalos de corrupção e as investigações envolvendo políticos e empresas estão comprometendo a implementação de medidas efetivas para melhorar a situação econômica do país, assim como, ressalta, vê menos apoio do Congresso para aprovar o ajuste fiscal. #Governo #Dilma Rousseff