Maior e mais leve, o Chevrolet Cruze 2016 foi apresentado nesta semana, nos Estados Unidos, com ênfase em atributos que prometem mais conforto, conectividade e eficiência. Bom, isso é o que a presidente-executiva (CEO) da General Motors, Mary Barra, anunciou durante a pré-estreia do sedã: "O Cruze é nosso modelo mais globalizado, com vendas mundiais que ultrapassaram 3,5 milhões de unidades desde o lançamento da primeira geração, em 2008", disse ela. O modelo começa a ser vendido, nos EUA no início do ano que vem e, mesmo sem uma confirmação oficial da subsidiária brasileira, tudo indica que não vai demorar muito para ele desembarcar por aqui. "China e Brasil têm muita importância para a GM, pois são o segundo e terceiro maiores mercados do sedã", afirmou Barra.

Nos EUA, a grande estrela do Cruze 2016 é o novo motor turboalimentado (1.4 litro 16V) com injeção direta de combustível e 153 cv que, combinado à transmissão automática de seis velocidades, garante médias de consumo de até 17 km/l - com uso de gasolina norte-americana.

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Para esta autonomia colabora a introdução do sistema Start/Stop, que desativa o propulsor automaticamente nos congestionamentos e será ofertado como item de série para toda a gama.

Com esta segunda geração, a GM quer desbancar a dupla formada por Corolla e Civic da liderança entre os sedãs médios. Nos EUA, assim como no Brasil, a Chevrolet está atrás de Toyota e Honda, mas a marca norte-americana quer retomar o primeiro lugar perdido para os japoneses na década de 90. E não faltam atributos para o Cruze 2016. "Desenvolver um automóvel maior, mais leve e econômico é prova da capacitação de uma montadora", pontua o diretor mundial de engenharia da companhia, Alan Batey.

A Chevrolet também quer fazer a diferença, em relação à concorrência japonesa, no quesito tecnologia.

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Nos EUA, o Cruze trará conexão 4G LTE para internet e as novas plataformas Android Auto e CarPlay, da Apple. Outros avanços incluem recarregador 'wireless' para smartphones, mais interatividade para o sistema multimídia MyLink e painel de instrumentos com tela de matriz ativa (TFT). Somados a isso, são 7 cm a mais no comprimento e expressivos 110 quilos de emagrecimento. "Sabemos que, para alcançarmos o topo, temos que oferecer tudo isso e não apenas isto ou aquilo", avaliou Batey.

Em outra coincidência com o mercado brasileiro, as vendas de sedãs médios nos EUA devem cair um pouco nos dois próximos anos, por causa da canibalização dos 'crossovers', que são a bola da vez da indústria. Lá, a GM estima um volume comercial de 250 mil unidades para o Cruze no ano que vem, 220 mil para 2017 e um boa recuperação para 2018, quando ele deve superar as 255 mil unidades. A verdade é que, com a perda de credibilidade que Toyota e Honda enfrentam, após seus megarecalls, este é o momento ideal para a Chevrolet fazer valer sua tradição e sua força. A disputa vai esquentar. #Automobilismo