O #Governo Dilma Rousseff anunciou quarta (22) uma grande redução da meta fiscal de 2015. De 1,1%, a meta agora diminuiu para 0,15%. Deste número, 0,1% é de responsabilidade do governo federal, enquanto 0,05% é de responsabilidade dos Estados e municípios. 

Os números foram acordados na noite de terça (21) por Dilma Rousseff, presidente do Brasil, ao lado de sua equipe econômica. Na noite de terça também foram acertados os detalhes para elaborar a nova programação de orçamento bimestral, encaminhada hoje ao Congresso Nacional. Após os números terem sidos divulgados, a meta da União baixou de 0,95% para apenas 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB).

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Já para Estados e municípios, caiu de 0,15% para 0,05%.  

Os cortes provisórios no Orçamento ainda estão sendo definidos, mas o novo bloqueio pode ser de 10 a 15 bilhões de reais. O Ministério da Fazenda defende bloqueio ainda maior, de 20 bilhões de reais, enquanto o Planejamento prefere que o valor não seja superior aos 8 bilhões de reais.

Corte anterior

No começo de 2015, o governo brasileiro havia feito um corte provisório de 70 bilhões de reais como tentativa de cumprir a meta fiscal. Na época, a meta era de 1,1% do PIB. Em maio, o governo havia conseguido apenas 12% para a meta prevista para o ano inteiro, demonstrando a dificuldade de conseguir os valores esperados até o final do ano.

Corte levou a Bolsa ao menor nível desde março

A Bolsa de Valores fechou a quarta (22) em queda.

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O índice recebeu influência da decisão de diminuir a meta fiscal de 2015 e fazer mais um corte provisório de gastos com objetivo de deixar o desempenho das contas públicas melhor.

A desvalorização da Ibovespa foi de 1,08%, 50.915 pontos. Esse foi o menor número de pontos atingidos pela Bolsa desde o dia 27 de março. A média diária de volume financeiro de 2015 é de R$ 6,725 bilhões, enquanto hoje o volume foi de "apenas" R$ 5,508 bilhões. Apesar da queda já ser esperada, economistas afirmaram que ela foi maior do que previam as projeções.  #Crise econômica

Câmbio

Hoje o dólar foi valorizado em relação ao real, também por causa da notícia da redução da meta pelo governo. O dólar à vista subiu 1,68% quando comparado ao real. Agora, ele está cotado a R$ 3,227. E o dólar comercial aumentou 1,63% e agora está valendo R$ 3,226.