As ações da Petrobrás e da Vale contribuíram para a tímida virada do Ibovespa no pregão de hoje (07). O índice chegou a cair mais de 5 pontos percentuais ao longo desta manhã, ainda devido ao cenário econômico internacional.

Repercutindo o desempenho positivo de algumas bolsas estrangeiras e a reiteração da recomendação do FMI ao Banco Central Americano - de que adiem a elevação dos juros para 2016 - as ações das duas companhias zeraram as perdas do índice que, ao final do pregão, virou definitivamente para alta, após notícia de que a União Europeia sinaliza proposta de financiamento emergencial à Grécia.

Às 17:14, o índice somou 52.343 pontos, registrando alta de 0,37%.

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As ações preferenciais da Petrobrás e Vale subiram, respectivamente, 2,61% e 1,20%. Dentre as três maiores altas, destacam-se as ordinárias BRF, CPFL Energia e as preferenciais da Gerdau, com altas de 5,24%, 3,43% e 3,08%, respectivamente. Já as três maiores baixas ficaram por conta das ações preferenciais da Gol (-4,30%), Oi (-3,30%) e Cemig (-3,30%). A cotação do Dólar registra alta de 1,29%, a R$ 3,18, enquanto o Euro sobe 0,98%, chegando a R$ 3,51.

Expectativas

Para os próximos pregões, os principais noticiários do mercado de ações salientam que o desempenho da bolsa brasileira continuará a cargo, principalmente, das expectativas internacionais em torno da Grécia. O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, observou, após reunião em Bruxelas, que o prazo para um acordo final entre o país e a Eurozona é até o fim da semana.

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No Brasil, estão na mira dos investidores o noticiário da operação Lava Jato e os rumores a respeito de uma real intenção da oposição em organizar um impeachment à presidente Dilma, o que parece ter minimizado, definitivamente, as análises positivas feitas sobre o encontro da presidenta com Barack Obama na semana passada.

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, ela se manifestou diretamente sobre a questão: "Não vou cair. Não vou, não vou. Isso é moleza, isso é luta política. Se tem uma coisa que eu não tenho medo é disso." #Petrobras #Crise econômica