A Bolívia ganhou o seu passe para ingressar oficialmente no bloco econômico do #Mercosul nesta sexta-feira (17), na Cúpula de Chefes de Estados do Mercosul que aconteceu em Brasília, juntando-se ao Brasil, Argentina, Paraguai, Venezuela e Uruguai. O ingresso do país no bloco econômico já havia sido discutido em outra reunião de cúpula, que foi realizada em dezembro de 2014, apenas não havia sido discutida a data em que a Bolívia passaria a ser membro pleno do grupo.

O país, que desde 1996 era associado ao grupo e podia participar das reuniões como convidado, teve a aprovação dos demais países para que se tornasse membro, requisito imprescindível para que isso acontecesse.

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No final do ano passado, apenas a comitiva paraguaia não tinha aceitado a inclusão da Bolívia no grupo, pois estava suspensa, desde 2012, devido à crise diplomática que se instalou entre os países sul-americanos, por conta da remoção de Fernando Lugo da presidência do Paraguai.

A presidente #Dilma Rousseff recebeu o presidente boliviano Evo Morales e os cinco presidentes assinaram o protocolo de adesão da Bolívia ao grupo, elevando o país da categoria de Estado Associado à categoria de Estado Parte. Resta agora o protocolo de adesão ser aprovado pelos Congressos brasileiro e paraguaio.

O impacto da entrada da Bolívia no Mercosul

As opiniões dos especialistas em relações internacionais estão divididas. Enquanto os mais liberais acreditam que atrapalhe a abertura do Brasil para outros mercados, os que têm uma visão mais desenvolvimentista apostam na importância da entrada da Bolívia no bloco, trazendo mais integração e dando um novo fôlego ao grupo e principalmente, se tornando proveitosa para o Brasil.

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Prova disso é a possibilidade do produto brasileiro concorrer com condições melhores com os produtos chineses, que têm ganhado espaço no mercado boliviano - isso pode acontecer com a redução dos impostos de importação.

Um ponto a favor da Bolívia e que certamente deve ter sido considerado, é o fato de sua economia estar em expansão, mesmo que ainda pequena. Isso favorece as empresas brasileiras, que podem ganhar mercado no país e ter acesso a mão de obra mais barata, por exemplo. 

A presidente afirmou que a entrada da Bolívia no bloco fortalecerá o Mercosul e que ela trabalhou desde a última reunião de cúpula até agora para acelerar os trâmites e para que a Bolívia tivesse uma "entrada tranquila" no bloco econômico.  #Negócios