Os responsáveis pelos países integrantes do #Mercosul colocaram na pauta da reunião desta última quinta-feira (16) a necessidade da criação de um plano de ação que vise diminuir as barreiras comerciais intra-bloco, com o objetivo de facilitar as negociações. 

A discussão sobre o plano de ação deve ser retomada na reunião desta sexta-feira (17), quando os presidentes da cúpula do grupo vão se encontrar em Brasília. Os chanceleres do grupo já tiveram uma reunião para tratar alguns temas importantes, dentre eles, a crise econômica internacional e as dificuldades encontradas para alavancar o comércio entre os países que formam o bloco.

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O chanceler paraguaio, Eládio Lozaida, concedeu entrevista aos jornalistas e disse que é necessário reforçar a parceria comercial, para que haja a livre circulação de mercadorias entre os países do bloco em um cenário de "difíceis processos econômicos que teremos pela frente". 

Lozaida ainda afirmou que as licenças das exportações em vigência são um grande entrave para o comércio entre os países que fazem parte do Mercosul. Segundo ele, é preciso um esforço conjunto para que a extinção de muitos dos entraves que na verdade não beneficiam a nenhum país; muito pelo contrário os impede de crescerem juntos e de fazer com o bloco se fortaleça diante do mercado internacional como um todo.

O que todos já sabem e concordam é que o comércio intra-bloco precisa ser sólido e competitivo, pois assim todos saem ganhando, principalmente diante de um cenário de retração do mercado mundial.

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O encontro semestral da cúpula do Mercosul foi antecipado a pedido do Brasil e do Uruguai, devido a expectativa de intercâmbio com a União Europeia, pois é preciso que exista uma maior flexibilidade e abertura aduaneira para ampliar os acordos comerciais com o resto do mundo.

Na cúpula, haverá a confirmação no ingresso da Bolívia como membro supremo e o anúncio da confirmação do status de membros associados de Suriname e Guiana.

De acordo com um diplomata brasileiro, a intenção do Mercosul é promover a abertura e novos acordos comerciais aumentando assim a cooperação com a Aliança do Pacífico.

Ainda hoje deve ser anunciada a renovação por mais 10 anos do Focem (Fundo para o desenvolvimento do Mercosul), que terminaria se encerraria no final de 2015. A continuidade da manutenção da tarifa comum do Mercosul também será mantida até 2021, pelo menos entre o Brasil e a Argentina.  #Negócios