Se você não é do Rio de Janeiro talvez nunca tenha ouvido falar do 'Meia Hora', um jornal popular de grande sucesso em terras cariocas. Com capas e manchetes para lá de irreverentes, o impresso virou um verdadeiro sucesso, em especial para os passageiros que vem de trem da baixada fluminense. Se você é do Rio de Janeiro, com certeza já se deparou com o material midiático irônico. Mas não se preocupe tanto com isso, pois basta olhar para a capa da revista Veja desta semana para ver que ela é bem parecida com o 'Meia Hora'. 

O design na comunicação é essencial para fazer um produto vender mais. Em um ano em que as redações em todo o país minguaram e que a Veja fechou a versão da sua revista regional em Brasília, o jeito foi apelar para uma reconfiguração da capa.

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No site da revista, muitas explicações. Em texto escrito pelo colunista Augusto Nunes, a Veja diz que tudo foi proposital e que a brincadeira foi para acabar com uma velha fama dela, de que a revista seria sensacionalista.

Quanto a isso não entraremos no mérito, cada um tem sua opinião sobre esse aspecto. A publicação disse que fez uma referência aos tabloides ingleses, que vendem que nem banana na terra da rainha. Como temas principais de chamadas, Lula, Collor e Eduardo Cunha. Seja de qual corrente política você for, é provável que não vá com a cara de pelo menos um dos três, quem sabe até dos três? A estratégia é antiga, conquistar mais leitores.

Ainda falando sobre a crise financeira que enfrente a comunicação no Brasil... Em 2015, diversas empresas encerraram suas atividades e outras conhecidíssimas preferiram reduzir sua mão de obra.

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A Record, por exemplo, teria mandado embora mais de 400 profissionais. A TV Bandeirantes centenas em todo o país e até a Globo decidiu não renovar com quem não esteja trabalhando. Será que acabou o dinheiro de sobra nos canais de TV? Jornais e emissoras de rádio também seguiram o mesmo método, quem sofre são os jornalistas, que acabam aceitando empregos por muito pouco, as vezes até menos do que o suficiente para sobreviver. #Governo #Corrupção #Crise econômica