Cada vez mais, o cidadão brasileiro vem sofrendo com a inflação crescente. A comprovação, em números, foi divulgada hoje (08), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O IPCA ( Índice de Preços ao Consumidor Amplo), indicador que mede a inflação, bateu, em junho, 0,79%. Esse percentual não é tão alto desde junho de 1996, e é maior que o de maio passado, que foi de 0,74%. Com esse resultado, a inflação do primeiro semestre já está em 6,17%. Comparando com o mesmo período do ano passado, que foi de 3,75%, temos a medida certa de como o poder aquisitivo do brasileiro está piorando, ano a ano.

A inflação de janeiro a junho é a mais alta, desde o mesmo período de 2003. Só para lembrar, o IPCA previsto pelo #Governo, para o ano todo de 2015 é de 4,5%, podendo oscilar entre 2,5% e 6,5%. Estamos em junho, e já estamos quase lá.

Como sempre acontece, há sempre um vilão. Ou vários. Dessa vez parece que a cebola não precisa ser cortada, para fazer chorar a dona de casa. O aumento de maio para junho foi de 23,78%. Um outro vilão, foi o setor dos chamados jogos de azar, tipo mega-sena e demais loterias. Ironicamente, o governo aumentou o valor das apostas em 30,8%, para aumentar a arrecadação. Resultado: a alta de 1,63% nas despesas pessoais, é atribuída, principalmente, a esses jogos.

A alta com transportes foi 0,70%, impulsionada pelas passagens aérea, que subiu 29,19%. E por aí vai: remédios, saúde, cuidados pessoais, alimentos, bebidas. A menor variação aconteceu com a educação, 0,20%.

Conforme divulgado pelo portal G1, a coordenadora de índices de preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, considera  que os grupos alimentação e bebidas, transportes e habitação, foram os maiores responsáveis pelo impacto na alta do IPCA no semestre, correspondendo, só eles, a 71% do índice.

Parece que a corrida pelos reajustes de preços está só no meio do caminho, ainda temos todo o segundo semestre para enfrentar. Dizem os especialistas que, enquanto os juros subirem, todo o resto da economia também sobe para se ajustar ao "preço" do dinheiro. Enquanto houver demanda, os custos da produção serão repassados para os preços, cessando, por falta de dinheiro, acontecem as demissões.

Com o desemprego, não há dinheiro, não há demanda, não há produção. É um ciclo que precisa ser quebrado pelo governo Dilma. No quarto mandato do PT e após sucessivas escolhas equivocadas, cabe à Presidente da República tirar o Brasil do lugar dramático que está. #Dilma Rousseff