Conforme o portal G1, o Brasil entrou em recessão técnica. Os dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), nesta sexta feira,28, indicam que o o Produto Interno Bruto (PIB), ou seja, todas as riquezas produzidas pelo país, recuou, novamente, no segundo trimestre.

No primeiro trimestre, o PIB foi de 0,7% negativo e, no segundo, encolheu de novo, agora para 1,9%, negativos. Esse é o pior resultado desde o primeiro trimestre de 2009, quando também registrou queda de 1,9%.

O que acende o alerta para o país, segundo economistas, é o fato do PIB ter recuado por dois semestres seguidos. No entanto, duas quedas negativas consecutivas ainda não caracteriza uma recessão.

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São necessários outros fatores, como aumento do #Desemprego, falência das empresas e queda da produção, para indicar recessão.

Porém, com o desemprego em alta, não dando sinais de redução, as indústrias demitindo ou colocando os empregados em regime de lay off, e a inflação crescente, a economia brasileira passa a preocupar de sobremaneira o mercado.

Todos os setores da economia contribuíram para puxar o PIB para baixo, em comparação com o primeiro trimestre, porém, mais fortemente, a indústria, que teve retração de 4,3%, o serviço de 0,7% e a agropecuária de 2,7%. Do lado da demanda, o consumo das famílias caiu 2,1% e os investimentos 8,1%. Já o #Governo, aumentou o gasto em 0,7%.

Do ponto de vista prático, o encolhimento da economia significa que o Brasil empobreceu. Os empresários reduziram os investimentos, o desemprego está aumentando e, por consequência, as famílias estão consumindo menos.

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A crise política, econômica e ética no governo diminuíram a confiança dos empresários, que estão adiando a decisão de investir, já que o futuro é incerto no país. Os investimentos em máquinas, equipamentos e construção caíram 8,1%, em relação ao primeiros trimestre e 11,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

Esse cenário, somado a inflação alta que corrói a renda do trabalhador, crédito com juros altos e o mercado de trabalho ruim, fizeram as famílias colocarem o pé no freio. Ainda assim, com a economia dando sinais que está agonizando há meses, foi surpresa para o mercado o aumento do consumo do governo em 0,7%, embora o Planalto diga que está fazendo ajustes de contas.  #Crise econômica