O brasileiro vai começar a pagar um pouco menos em sua conta da luz. A Aneel - Agência Nacional de Energia Elétrica - aprovou a redução no valor da bandeira vermelha, que vai ficar 18% mais baixa. Contudo, é importante observar que esta redução não é na conta de luz, e sim, na tarifa extra que o #Governo determinou.

O anúncio foi feito nesta sexta-feira (28), para que os consumidores de energia, durante a vigência da bandeira vermelha, paguem uma taxa menor, que antes era de R$ 5,50, e agora será de R$ 4,50. Este valor será cobrado para cada 100 quilowatt-hora que forem consumidos.

Apesar da redução de R$ 1 na bandeira vermelha, o consumidor continuará pagando caro em sua conta de luz.

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Recentemente, novos aumentos foram autorizados para algumas regiões do país, inclusive, para a população do Distrito Federal. O novo valor irá vigorar a partir de setembro e continuará até o mês de dezembro, confirmando o que já era esperado, que nos próximos meses não será possível mudar para bandeira amarela, já que este período do ano é de pouca chuva e os reservatórios continuam em baixa.

O CMSE - Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico - foi quem fez a solicitação da redução no valor da tarifa vermelha, pois, no início deste mês de agosto, foram desligados 2 mil megawatts gerados nas termelétricas, sendo esta uma energia bem mais cara, pois o custo por megawatt-hora é superior a R$ 600.

De acordo com a Aneel, com esta redução de 18% na bandeira vermelha, o consumidor conseguirá ter uma redução média de 2% nas contas de luz.

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Quanto a arrecadação, a redução deverá ser superior a R$ 1,7 bilhão, levando em consideração o período entre os meses de setembro a dezembro.

As bandeiras foram implantadas para iniciar aos consumidores os custos com a geração de energia e desde janeiro, mês em que foram implantadas, elas se tornaram alvo de polêmica e muitas críticas. Logo após entrar em vigor, a nova tarifa já veio com bandeira vermelha e continua sendo até hoje.

Com os recursos obtidos através das bandeiras, o Governo está pagando os gastos com a energia gerada nas usinas térmicas. A bandeira Amarela tem um custo inferior, mas devido à falta de chuva nos principais reservatórios, e pelo fato de agora começar um período de maior seca e calor, a Aneel informou que a bandeira vermelha deverá continuar vigorando nos próximos meses. #Finança #Crise econômica