“Nada é tão ruim que não possa piorar”, esta é uma frase que se torna uma verdade no ambiente volátil da economia mundial, tanto que os especialistas em economia, bolsas de valores e sistemas financeiros complexos, evitam ao máximo, sequer de pensar nesta possibilidade quase que “indomável” de diversos fatores econômicos que se decompõem em alguma parte do mundo com a certeza de causar algum tipo de sequela em um país do outro lado do planeta.

Enfim, o que poderia ser uma “marolinha” como dito pelo ex-presidente do Brasil, Luis Inácio Lula da Silva no âmbito da economia do país, pode se transformar em um verdadeiro tsunami de números e contas negativas ao povo brasileiro.

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Em 11 de agosto, terça-feira, repentinamente aconteceu à desvalorização sensível da moeda chinesa, o yuan, ampliando a alta do dólar americano frente ao real, ou seja, o estacionamento da alta do dólar nos últimos 2 dias no país foi quebrado. Por outro lado, que relação tem o yuan com o dólar e por sua vez com o real? Todas as implicações possíveis e imagináveis!

A desvalorização do yuan em quase 2% diante do dólar teve efeito de catástrofe nas moedas dos países emergente, principalmente as relacionadas com commodities (o real, o dólar australiano, o peso chileno, etc.) foram as mais afetadas pelas medidas da terça-feira. De acordo com a Bloomberg esta mesma desvalorização da moeda chinesa foi a maior em 20 anos, prejudicando as Bolsas de Valores, e no Brasil as ações da Vale e Petrobras operavam acentuadamente em queda, recuando o índice Ibovespa.

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O Banco do Povo Chinês, que é o equivalente ao BC da #China tem por alvo com a perda de valor da moeda, incrementar as exportações do país, pois a China teve uma queda de 8.3% nas exportações em julho, ligando o sinal vermelho de alerta. O brasileiro economista-chefe da Gradual Investimentos, André Guilherme Perfeito explica que a China "gradativamente deixa de ser o motor maior de crescimento mundial e passa a incentivar enormemente as suas exportações para outros países."

Realidade esta que neste momento para o Brasil é péssima. Já existe a instabilidade político-administrativa que o país atravessa e agora a economia brasileira terá que lidar com menos dinheiro nos seus cofres, pois a China é só o maior comprador do Brasil. Não é a toa que conforme registros da Secretaria de Comércio Exterior brasileira, de janeiro a junho de 2015, as exportações para a China tiveram um decréscimo de 22,6% em receita se comparadas com o mesmo período de 2014.

Em síntese, se a produção chinesa reduz, logo, diminui a procura por commodities nos países que exportam, entre eles o Brasil.

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Assim haverá queda no preço do minério de ferro, petróleo e soja nacionais enviados a Pequim. Que o país asiático ainda tem interesse no Brasil é óbvio, uma vez que a China quer aproveitar a oportunidade de aumentar as suas exportações para terras brasileiras.

Já se provou em diversos momentos, que crise significa oportunidade, e isto também na economia. O Brasil pode canalizar os seus produtos para os EUA que novamente se reaproximam, mesmo que lentamente do gigante latino-americano. Uma outra forma de se garantir a solidez da economia nacional é contribuindo para o desenvolvimento industrial e do setor manufatureiro; porém, o caminho de transição do setor exportador é difícil, em função do Brasil necessitar do retorno mais parrudo do crescimento mundial, o que só tem acontecido na prática com os EUA. #Negócios #Crise econômica