O governo libera o saque do abono sempre no segundo semestre do ano, desde 2000. Esse ano com a #Crise econômica as coisas serão um pouco diferentes: servidores públicos com Pasep de final 5, 6, 7, 8 e 9 e trabalhadores que fazem aniversário entre janeiro e junho só poderão sacar o PIS no ano que vem.

 

A bancada trabalhista está pressionando para que o governo revise o calendário e conseguiu a promessa de estudar uma nova proposta até o prazo do dia 26. Esse compromisso deu uma nova esperança aos trabalhadores, mas a decisão final foi frustrante principalmente para os sindicalistas.

 

Para liberar o pagamento todo ainda esse ano, o #Governo justifica que teria que investir R$ 9 bilhões no Fat.

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De acordo com os ministérios da Fazenda e do Planejamento, o governo não tem recursos para fazer essa injeção de dinheiro.

O representante da CUT, Central Única dos Trabalhadores, Quintino Severo, disse que estão tentando negociar com o governo, mas não receberam nenhuma proposta. Segundo ele, o Ministério do Trabalho que cuida do Codefat também foi acionado, mas a CUT não teve retorno.

Quintino disse ainda que quer saber como ficará 2016 e 2017, pois é inaceitável passar esse golpe sempre de um ano para outro, pois se o governo não tem dinheiro para pagar tudo agora, no ano que vem não terá para pagar o que ficou desse ano e do próprio ano em questão.

Os ministérios do Planejamento, da Fazenda e do Trabalho foram procurados, porém não quiseram comentar o assunto.

 

Proposta empresarial foi discutida

 

No último dia 26, o Codefat discutiu a possibilidade de fazer todos os pagamentos entre janeiro e fevereiro, em vez de deixar para março como é previsto no atual calendário.

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Essa proposta começou entre os empresários, mas o apoio entre os patrões não foi unânime.

Os trabalhadores tinham expectativa que o governo revertesse a decisão e que todo o pagamento fosse feito esse ano. Quem sabe que tem direito ao abono salarial do PIS já conta com esse salário extra anualmente, mas não foi isso que aconteceu.