Pressionado pela falta de dinheiro para fazer frente às despesas e pela necessidade de fechar o projeto do orçamento 2016 com superávit, o governo Dilma estuda a possibilidade de ressuscitar a CPMF, tributo conhecido dos brasileiros, que vigorou de 1997 a 2007. 

A CPMF ou Contribuição Provisória sobre a Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira, simplesmente chamada de Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira, que ficou conhecido como o "imposto do cheque".

A CPMF é um imposto que incide sobre qualquer circulação escritural ou física da moeda e que resulte ou não na transferência de titularidade dos mesmos valores, créditos e direitos.

Publicidade
Publicidade

Na prática, funciona da seguinte forma para o cidadão: toda vez que houver movimentação em conta corrente, seja débito, ou crédito, em saldos negativos, em conta poupança,  em empréstimos, depósito judicial, ou mesmo uma simples transferência de conta corrente para poupança ou vice-versa, um determinado percentual incide sobre o montante, e é retido. O último valor da alíquota, em 2007, foi de 0,38%.

Os ministérios da Fazenda, Planejamento e Casa Civil não chegaram a um consenso sobre o valor do corte de gastos para 2016, mas o fato é que as despesas deverão ser reduzidas. Porém, os programas federais, em andamento, não podem ser inviabilizados. Então, uma solução que está sendo estudada para cobrir o "buraco", é aumentar a arrecadação e a saída mais fácil é elevar os impostos. Daí estar criando força a ideia de voltar com a CPMF, de acordo com o jornal Folha de S.

Publicidade

Paulo.

A equipe econômica da presidente Dilma, sabe que o tributo vai encontrar resistência no Congresso, que não é simpático à volta da CPMF, assim, uma alternativa é apresentar um projeto propondo dividir o imposto com estados e municípios.

A CPMF é um imposto que agrada ao governo por ser de baixa sonegação e custos de arrecadação e fiscalização, praticamente, inexistentes. Todos pagam da mesma forma, sempre que fizerem uma transação bancária. O trabalhador vai receber o salário, mas na hora de sacar, vai pagar o imposto. Os produtos devem ficar mais caros, pois cada fase da cadeia produtiva paga o tributo e o comerciante deve repassar o seu custo para o consumidor final. #Dilma Rousseff #Crise econômica