Com o apoio dos empresários que são próximos ao Codefat, Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador, é possível que o governo resolva mudar as datas do pagamento do PIS/PASEP em relação ao fato de ter deixado metade das liberações para o ano que vem. Alegando crise financeira, o governo pediu o adiamento para 2016, porém se comprometeu a negociar esse prazo, mesmo sem ter apresentado nova proposta. Amparados na Constituição, os trabalhadores pedem para que todo o pagamento seja feito ainda esse ano, pois foi assim que sempre ocorreu.

 

 

Com o adiamento os trabalhadores da iniciativa privada que nasceram entre janeiro e junho irão receber o abono do PIS somente no ano que vem, assim como os servidores públicos com inscrição no Pasep de 5 a 9.

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O Codefat é um conselho formado por governo, empregados e empregadores, por isso quer discutir uma nova mudança na reunião que deve acontecer no dia 26. No total o governo deve pagar o abono para 23,4 milhões de trabalhadores, no Rio de Janeiro são 1,9 milhão de pessoa.

 

O adiamento foi parte de um ajuste fiscal no qual o Ministério da Fazenda pretende economizar R$10 bilhões com esse atraso. Os servidores públicos recebem o PIS no Banco do Brasil e os trabalhadores de iniciativa privada na Caixa Econômica Federal.

 

Tem direito a receber o PIS no valor de uma salário mínimo aqueles trabalhadores com carteira assinada que recebam no máximo dois salários mínimos por mês. De acordo com o site IG, a proposta dos empresários é que o governo adiante em dois meses os pagamentos que ficarão para 2016.

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Isso significa que em vez de receber em março, os trabalhadores poderiam receber em janeiro, mês em que as contas dos brasileiros são mais pesadas: IPVA, material escolar, prestações do que foi gasto em dezembro, entre outros.

Com a mudança, os trabalhadores que nasceram em junho ou maio serão beneficiados, já que no calendário atual eles só receberiam em março.

Mesmo com a promessa de analisar uma mudança, o Supremo Tribunal Federal já negou um pedido do PSDB para adiantar os pagamentos. #Crise econômica