Não é de hoje que a Grécia povoa o imaginário de milhões de pessoas pelo mundo, mas o que vem chamando a atenção para este país europeu é a agonia econômica sem fim pela qual atravessa. Nos últimos meses o #Governo do 1º Ministro grego Alexis Tsipras referendou com a população local o “dia do não” a ajuda da UE; convidou a brasileira Maria Lúcia Fatorelli para auditar a veracidade da dívida grega, entre outras ações. Mas tudo pareceu dar em nada , já que a Grécia, o FMI, a Comissão Européia, o BCE e o MEDE - Mecanismo de Estabilidade continuam as negociações passo a passo. No último dia 07/08/2015 inclusive, funcionários dos dois lados finalizaram o 1.º grande capítulo dessa história que é o Fundo de ativos estatais

Trinta anos e 50 bilhões de euros (cerca de 192 bilhões de reais) seria a vigência e o valor desse Fundo e com sede em Atenas (não será em Luxemburgo como impunham os credores europeus).

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O Fundo se focará em todos os bens possíveis de serem privatizados até 2045, tais como: as empresas estatais (OTE, a Autoridade Portuária do Pireu); infra-estruturas públicas (aeroportos, portos e marinas) e ativos imobiliários. Talvez até mesmo os recursos naturais (operações de mineração e de petróleo) sejam inclusos nesse depósito de garantia para enfrentar à dívida próxima de 200% do PIB grego. 

Somente se o acordo for assinado e submetido à votação parlamentar nos países que o solicitam (Alemanha, etc.), Atenas terá um 2.º empréstimo para as necessidades mais urgentes como o pagamento de 3,5 bilhões de euros ao BCE, vencendo em 20 de agosto. O Governo da Grécia vem sendo criticado severamente nas últimas semanas pela eventual venda dos bens do país, muito embora digam alguns negociadores que a intenção das autoridades gregas é evitar a venda dos ativos públicos.

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O total de 50% do dinheiro do Fundo será para a re-capitalização dos bancos, 25% para investimentos na produção e mais 25% para pagamento da dívida. 

Deste modo, talvez também as condições de negociação do 3.º resgate estejam chegando ao fim. A UE insiste que o dia 11/08/2015 será “decisivo” para se averiguar a existência de reais condições da assinatura de um memorando de entendimento para o 3.º empréstimo de 86 bilhões de euros. Segundo participantes das negociações, já existe um início de acordo sobre a mudança da tributação agrícola; a desregulamentação de algumas profissões, que foi um grande ponto de discórdia com a antiga Troika desde o 1.º empréstimo e a abertura das lojas aos domingos, o que sofre oposição feroz na Grécia por parte da Igreja Ortodoxa (98% dos gregos professam ser cristãos ortodoxos). 

Todavia, os pontos ainda pendentes são os mais vitais a serem aprovados ou não pelo Parlamento grego. Na ciranda financeira da economia mundial não é nada confortável dever a qualquer banco ou investidor e a ironia de tudo isto, é que Atenas espera receber um total de 25 bilhões ao final de agosto, sendo metade para cumprir as obrigações da dívida. #União Europeia #Crise econômica