Para Mark Turnbull, diretor de locação do Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo), o momento, apesar de atípico, é visto com naturalidade. Segundo ele, o mercado é cíclico. Agora está nas mãos dos inquilinos, mas antes já esteve nas mãos dos proprietários, que puderam cobrar valores maiores e ainda assim conseguir alugar seus imóveis.

Nesse momento, a maior recomendação para inquilinos e, principalmente, proprietários, é negociar bastante, sobretudo com o término do contrato de locação. Nas palavras de Turnbull, a respeito da situação dos proprietários, “é melhor ter um bom pássaro na mão do que dois voando”, citando o conhecido ditado popular que, nesse momento complicado da economia, parece se aplicar bastante ao cenário atual do mercado de locações residenciais.

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Do mesmo modo, é interessante que o inquilino busque um valor de aluguel adequado à realidade de sua renda, sem causar prejuízo para si ou para o locador. Nesse sentido, a orientação principal do diretor de locações do Secovi-SP é “que aos proprietários se adéquem a essa situação e os locatários procurem imóveis que possam pagar e negociem”.

Segundo dado recente do próprio Secovi-SP, as ações locatícias relativas ao atraso de pagamento dos inquilinos em maio deste ano apresentaram uma redução 1,6% no comparativo com abril. O índice foi o menor registrado no mês de maio desde 1993, quando o levantamento das ações locatícias começou a ser feito pelo sindicato. No entanto, se comparado com o mesmo mês do ano passado, a diferença é ainda maior, com redução de 7,7%.  #Negócios #Finança