O Conselho da #Petrobras divulgou na noite de segunda-feira, 17 de agosto, a venda de 25% da BR Distribuidora (postos de combustíveis da estatal brasileira). A decisão do conselho foi contra o seu presidente Murilo Ferreira, assim como Deyvid Bacelar, representante dos funcionários no conselho.

A rede de postos de combustíveis da BR Distribuidora ultrapassam 7000 unidades. A empresa era a segunda maior empresa brasileira em faturamento. Segundo a Reuters a venda era esperada apenas para o final do ano, mas foi antecipada.

A estatal Petrobras quer vender US$ 15,1 bilhões em ativos até o final de 2016 para poder diminuir o valor de US$ 132 bilhões em dívidas.

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Segundo a UBS Securities, a BR Distribuidora vale cerca de apenas US$ 10 bilhões.

O Conselho da empresa aprovou um plano para a aprovação da CVM para venda, que ainda pode passar de 25% do capital, com lotes adicionais, segundo a ata da reunião que foi divulgada.

Murilo Ferreira, o presidente do Conselho de administração da Petrobras, foi eleito em abril de 2015.  Ele foi contra a venda, afirmando que primeiro precisa ser feito um plano de negócios para BR Distribuidora e a contratação de profissionais capacitados em vendas de varejo.

Parece que o descontrole começa a tomar conta da estatal.

Petrolão

A #Crise na Petrobras se instaurou no #Governo do PT. As investigações da Polícia Federal apontam que os diretores da empresa eram responsáveis pelas propinas e tinham obrigação de repassar ao Partido dos Trabalhadores.

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Segundo Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa, o pagamento das propinas ao PT garantiam o apoio político necessário para que eles continuam nos cargos. Cada diretor da Petrobras tinha um operador para distribuir o dinheiro entre os companheiros de partido.

Na cadeia

Nesta segunda-feira, 17 de agosto, a Justiça Federal condenou o ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró, o lobista Fernando Baiano Júlio Camargo, ex-consultor da Toyo Setal, por corrupção e lavagem de dinheiro. A ação penal faz parte da Operação Lava Jato.

Nestor Cerveró foi condenado em 12 anos e 3 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

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