A rede assistencial Honda inicia, no dia 3 de novembro, a substituição do insuflador do airbag de mais de 477 mil modelos vendidos no país. A medida expande um megarecall que teve início em abril de 2013, com a convocação de pouco mais de 23 mil unidades. No texto que publicamos em 28 de julho deste ano, afirmamos equivocadamente que subsidiária nacional havia “se esquivado do problema”, que afeta 24,5 milhões de veículos em nível mundial, mas isso não faz justiça ao esforço que a marca vem empreendendo para corrigir a falha, que é grave e está relacionada a pelo menos oito mortes.

O recall vai corrigir um defeito no airbag do motorista que, na eventualidade de uma batida frontal, pode lançar estilhaços metálicos por todo o interior do veículo causando danos materiais e lesões, que podem ser fatais, nos próprios ocupantes e até mesmo em terceiros.

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Até a data marcada para o início dos serviços, os proprietários de quatro modelos da Honda, Fit, City, Civic e CR-V, não têm outra alternativa senão deixá-los na garagem, já que não há disponibilidade da bolsa inflável para reparo imediato.

Apesar de a Honda não se eximir de sua responsabilidade e de sua obrigação para com seus clientes, a culpa recai única e exclusivamente sobre a Takata, que fornece os airbags para a montadora – que detém uma participação de 1,2% sobre o fornecedor, o segundo maior provedor de bolsas infláveis para a indústria automotiva, em nível mundial. Sobre o fato de só iniciar este recall em novembro, o fabricante alega que aguarda a Takata disponibilizar os airbags para reposição, que o componente é importado e sua distribuição para a rede de concessionários, que é feita por transporte rodoviário, também demora.

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Apesar de os proprietários do compacto, dos sedãs e do utilitário-esportivo (SUV) poderem acionar a Honda judicialmente por danos morais e, em caso de acidente, até mesmo como vítimas, o mais prudente e evitar de usar o veículo. A data de fabricação, bem como as numerações de chassi das 132 mil unidades do Fit, das cerca de 75.500 unidades do City, das quase 220 mil unidades do Civic e de outras 57.700 unidades do CR-V envolvidos no recall podem ser conferidas no site da marca.

Mais uma vez, nossa reportagem enfatiza que a Honda vem buscando solução para o problema há mais de dois anos e que jamais se isentou de suas obrigações. Todavia, cabe pontuar que no intervalo de tempo que separou as 23.352 unidades convocadas em abril de 2013 das mais de 477 mil unidades chamada agora, a montadora seguiu gozando de grande credibilidade. Confiança esta que motivou milhares de consumidores a comprarem seus automóveis sem, no entanto, saberem que aquele volume anunciado inicialmente não representava nem 10% dos veículos que oferecem risco de vida para quem os utiliza. #Automobilismo #Opinião #Blasting News Brasil