Depois de um período de quedas subsequentes, o mercado brasileiro de automóveis apresentou números positivos no fechamento de julho, de acordo com o balanço da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Apesar de praticamente todos os nichos – com exceção das máquinas agrícolas – terem registrado crescimento no mês passado, em relação a junho, o setor ainda atravessa um momento muito delicado, com o agravamento das perdas em relação ao acumulado de 2014. Carros de passeio e comerciais leves, que respondem pela maior fatia do bolo, tiveram ganhos de 7,2% em julho, mesma tendência observada nos segmentos de transportes (caminhões e ônibus), com alta de 3,8%, e duas rodas, com um aquecimento de 6,5%.

Publicidade
Publicidade

O problema é que mesmo com a retomada do crescimento, em relação a junho, o volume de licenciamentos do mês passado não chegou nem perto do registrado em julho de 2014. Só estes três segmentos tiveram perdas de 21,5% (carros de passeio e comerciais leves), 45,1% (pesados) e 11% (motocicletas e ciclomotores), respectivamente.

Com dois dias úteis a mais em relação a junho, o mês passado teve maior número de emplacamentos, mas nada que altere nossa projeção de queda de 20% para este ano”, argumenta o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Jr. Ele enfatizou que, mesmo com o aumento das vendas, a média diária de comercializações dos concessionários foi pior que a de junho. “De qualquer forma, as ações de vendas da rede de distribuidores aqueceram o setor e isso foi comemorado”, acrescentou.

Publicidade

A Fiat manteve a liderança nacional, com 18,4% de participação, à frente da General Motors, com uma fatia de 15,7%, e da Volkswagen, com 15,3%. A Ford segue na quarta colocação, mas um pouco distante das líderes, com 10,7%. Já na briga dos veículos mais vendidos do país, o Palio, com alta de 6,9% nos emplacamentos em julho, continua na ponta, mas foi o Chevrolet Onix que voltou a se destacar com ganhos de quase 21% - um resultado, realmente, animador. O ex-líder Gol continua perdendo espaço e, no mês passado, suas vendas somadas às do Up! ficaram abaixo das do Palio, sozinho.

Bom, mas é a briga dos utilitários-esportivos (SUVs) que mais tem chamado atenção e, em julho, o Honda HR-V amargou seu primeiro período de queda, de 15,3%. Quem se aproveitou disso foi o Jeep Renegade que, com um crescimento de 31,6%, chegou bem perto do japonesinho. O Renault Duster, mesmo com perdas de 8,1%, manteve boa margem à frente do EcoSport, da Ford. O Peugeot 2008, que nasceu para mico, não consegue decolar e sua participação de mercado ficou novamente abaixo de 3%.

O segmento de entrada, um dos mais afetados pela crise que o setor automotivo vem enfrentando no país, voltou a crescer e fechou julho com uma fatia de 24,6%, um ponto percentual acima do que tinha nos primeiros setes meses de 2014. #Automobilismo #Crise econômica #Blasting News Brasil