Bovespa fechou em queda nesta sexta-feira (25) pelo sexto pregão consecutivo, com agentes financeiros ainda adotando posições defensivas diante de incertezas políticas e econômicas no país, e encerrou a semana com declínio acumulado de mais de 5%.

O enfraquecimento dos pregões em Wall Street acentuou o viés negativo do índice de referência do mercado acionário brasileiro, com o S&P 500 terminando com variação negativa de 0,05%.

Na semana, a bolsa brasileira acumulou perda de 5,15%. No mês e no ano, a queda é de 3,85% e 10,35%, respectivamente.

Já o dólar encerrou o dia em queda de 0,39%, cotado a R$ 3,9757 na venda.

Destaques

As ações preferenciais da Petrobras fecharam em queda de 2,01% e as ordinárias recuaram 2,65%, apesar do avanço dos preços do petróleo.

Publicidade
Publicidade

Agentes financeiros repercutiram relatório do Bank of America Merrill Lynch reduzindo projeções para os investimentos e o crescimento da produção dado o cenário macroeconômico mais fraco, bem como do HSBC cortando o preço-alvo das preferenciais de R$ 9 para R$ 8 e citando que o futuro da companhia ficou mais desafiador com a queda recente do petróleo e a depreciação do real .

Já os papéis da Vale caíram mais de 3%, em sessão com queda nos preços do minério de ferro à vista na China.

Itaú e Bradesco fecharam em queda de 2,43% e 2,3%, respectivamente, respondendo pela maior pressão de baixa do Ibovespa. O Credit Suisse destacou em relatório a clientes que a queda dos papéis dos bancos no acumulado do ano foi pressionada em grande parte pela deterioração do risco soberano, seguido pela piora do prêmio de risco das ações, e muito pouco devido a revisões para baixo nas estimativas de lucros.

Publicidade

CSN liderou as baixas do índice, com desvalorização de quase 5%.

Crise interna

No mercado, o entendimento é de que as sinalizações da véspera do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, em relação à taxa Selic e eventual uso das reservas internacionais, além de ações do BC e Tesouro, são positivas.

Mas a direção negativa dos fundamentos não foi alterada e para vários profissionais no mercado, uma mudança definitiva de dinâmica no mercado brasileiro passa por uma resolução da #Crise política, que segue sem sinais de desfecho.

No exterior, investidores ainda repercutiam fala da chair do Federal Reserve, Janet Yellen, no final da tarde de quinta-feira, no qual ela apontou o início da alta de juros a partir do fim deste ano, porém de maneira gradual. #Crise econômica #Blasting News Brasil