O crescente #Desemprego e o andar para trás da renda dos brasileiros têm ocasionado o sumiço dos clientes das lojas e outros centros de consumo do Brasil, ou seja, pela 1.ª vez nos últimos 12 anos, o comércio deverá fechar 2015 no vermelho. O que mais pode se esperar desse quadro adverso pelo qual o país passa? Nada mais, nada menos do que o maior aumento em 10 anos do pedido de falência de diversos estabelecimentos diante da estagnação econômica nacional.

Segundo a revista Exame, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), afirmou na última semana no Rio de Janeiro que o número de empresas decresceu 5,6% em 12 meses até 07/2015.

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O mesmo cenário é retratado pela Boa Vista SCPC de São Paulo, apontando que as falências em todos os setores terão a sua maior alta desde 2005. Quem mais sofre é o comércio, que até agosto de 2015 teve aumento de 20,9% de falências frente ao mesmo período de 2014.

Também as solicitações desesperadas de recuperação judicial visando contornar a falência dos estabelecimentos, andam a passos largos para o recorde de 2015, pois até agosto deste ano, são mais de 800 pedidos no país, uma alta que beira os 40%. Há exemplos desde os grandes conglomerados financeiros até os pequenos comércios varejistas das esquinas e bairros em todo o território nacional. Vale dizer de que esta dinâmica foi acelerada na corrente da Operação Lava Jato que combate práticas de corrupção no governo e empresas.

O aumento dos aluguéis; a espera “eterna” de que a crise acabe; as demissões crescentes de funcionários têm levado os empresários a uma verdadeira condição de desalento, que bem poderia ser o mais puro reflexo da retração econômica do Brasil neste momento.

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Ainda na cidade do Rio de Janeiro, o Sindilojas Rio, revela que 1.290 lojas fecharam as suas portas na cidade só em 2015, número 4 vezes maior do que em 2014.

Segundo Aldo de Moura Gonçalves, presidente do Sindilojas, tudo isto comprova que há um fenômeno de mão-dupla acontecendo, ou seja, “o consumidor tem medo de ir às compras e o comerciante por sua vez, de investir – é o pior dos quadros que se poderia deparar”.

Conforme um outro especialista, o economista-chefe da CNC, Fábio Bentes, “o ano de 2015 combina alto custo, desmoronamento das vendas, sufocando o empreendedor, onde só os mais fortes têm chance maior de sobrevivência e há uma continuidade maior do que se esperava da crise”. Fato este que é comprovado pelas informações do Caged que aponta as microempresas, com no máximo 9 empregados, que são 1/3 do setor, como as mais frágeis diante do cenário quase apocalíptico com quedas de aproximadamente 6,7%.

Vítor França que trabalha na assessoria econômica da Fecomércio de São Paulo projeta um futuro ainda mais sombrio para o ano de 2016 com os fatores antagônicos simultâneos, tais como: o galope disparado do dólar americano e os maiores preços para os consumidores e população das contas de consumo como energia e água, elevando os custos dos empresários e desconfiança de todos.

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Em resumo, o fundo do poço, pode ser bem mais fundo e escuro do que se pensava anteriormente devido aos altos juros, retração dos serviços prestados pelos bancos; queda das vendas; empresas fechando e desemprego nos lares do Brasil. #Comportamento #Crise no Brasil