A desvalorização do real frente à moeda norte-americana gerou movimentação no Banco Central do Brasil, que decidiu vender até três bilhões das reservas internacionais. Ao colocar mais dólares no mercado, o governo tenta conter a alta e assume o compromisso de comprar a moeda novamente em novembro.

Esta é a maior alta dos últimos dezesseis anos. Em 31 de março de 1999, o dólar valia 1,72 real, com uma alta acumulada de 43%. Hoje, o dólar comercial vale R$ 3,86, chegando ao patamar de R$ 4,35 nas casas de câmbio. Neste ano, que ainda não chegou ao fim, a valorização já chegou a 42,57%.

A reação do turismo

Com o dólar nas alturas, para a Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav) a saída é renegociar preços com fornecedores e oferecer promoções que sejam realmente vantajosas.

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Uma das opções seria incrementar o turismo nacional a fim de compensar as perdas.

Uma dica para o turista é comprar pacotes fechados de viagens, diretamente nas agências. Ao efetuar a compra, o cliente “congela” o preço e vai pagar parcelas fixas em reais. Já quem prefere viajar por conta própria, pode se beneficiar das promoções em passagens aéreas. Outro conselho é aguardar até o fim de setembro para planejar as viagens de fim de ano. Neste réveillon, alta temporada, deve prevalecer a escolha por viagens dentro do território nacional, uma vez que não há perspectiva de melhora do valor do real em relação às principais moedas estrangeiras. Uma viagem ao exterior nesta data pode vir a custar 20% a mais do que o planejado.

O bom e o ruim do alto custo do dólar

A indústria pode se beneficiar com o aumento das exportações, embora passe a enfrentar dificuldades para importar insumos.

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Com produtos importados custando mais, poderá haver um incremento nas vendas de produtos nacionais. Aumentando a comercialização, gera-se mais empregos. Ainda assim, uma alta tão significativa da moeda estrangeira também torna alguns itens mais caros e impulsiona a inflação.

 

O dólar afeta o bolso de todos os brasileiros

Engana-se quem pensa que apenas quem consome produtos importados como carros e bebidas, ou viaja ao exterior, por exemplo, é afetado pelo valor do dólar. A maior parte da farinha de trigo utilizada no Brasil vem da Argentina e dos Estados Unidos. Consequentemente, deve subir o preço de produtos como pães, biscoitos e outros, que estão na mesa de todos os brasileiros.

A desaceleração da economia e a inflação em alta são alguns dos fatores que apontam para a instabilidade atual e a insegurança em relação ao futuro. No momento, toda a cautela é recomendada.

 

 

  #Crise econômica