Conforme o jornal Folha de S.Paulo, a taxa de juros do cartão de crédito rotativo, ou seja, aquela fatura que o consumidor paga somente uma parcela, empurrando o saldo para os meses seguintes, bateu um recorde em agosto. A taxa subiu para 350% ao ano, maior nível desde março de 1999. Esse acumulado reflete o aumento mensal de 13,03%, em julho, para 13,37%, em agosto. Só para exemplificar, se uma fatura é de R$ 3.000,00, se não for paga integralmente, 30 dias depois já estará valendo R$ 3.401,10.

Essa medida reflete o péssimo momento pelo qual passa o país,com crise econômica, política e ética. Desaceleração da indústria, aumento da taxa Selic, determinada pelo COPOM (Comitê de Política Monetária do Banco Central), inflação alta e aumento da taxa de desemprego. Na prática, o aumento dos juros acontece por medo dos credores de ganhar calote dos consumidores.

Publicidade
Publicidade

No entanto, não foi somente o cartão que acendeu a luz vermelha, no momento de comprar e pagar a fatura. Outras cinco linhas de crédito também tiveram alta de juros, em agosto, em função da perspectiva do aumento da inadimplência no país.

Confira abaixo a taxa de juros para pessoa física, em agosto:

  • Juros no comércio - 5,30%
  • Cartão de crédito - 13,37%
  • Cheque especial - 10,14%
  • Financiamento de automóveis - 2,14%
  • Empréstimo pessoal (banco) - 4,15%
  • Empréstimo pessoal (financeira) - 7,72%
  • Taxa média - 7,14%

Diante desse cenário de juros estratosféricos, está na hora de ter mais critério para escolher a linha de crédito mais adequada ao seu bolso.

Então, quando usar: #Finança #Crise econômica

  • Cheque especial - em casos de emergência, como doença na família, acidente, carro com defeito. Alerta: por poucos dias
  • Cartão de crédito - vale usar sempre, porém com controle, para aproveitar os benefícios, como por exemplo, fazer milhagem para comprar passagens aéreas ou resgatar prêmios. Alerta: evite o rotativo. Se for inevitável, contrate um empréstimo pessoal - a taxa é menor - e pague o cartão.
  • Crédito pessoal - vale no caso de descontrole financeiro ou planejamento de longo prazo. Alerta: não faça disso um hábito. Os juros são menores, mas não é de graça.
  • Crédito consignado - é a opção com menor taxa. O valor das parcelas é deduzido diretamente da folha de pagamento da pessoa física. Deve ser pago, em 72 meses, no máximo. O valor da taxa varia de acordo com o valor contratado, o tempo para ser pago e o banco ou financeira. Alerta: sua empresa precisa ter convênio com algum.