Envolto em uma enxurrada de denuncias desde o início do novo mandato, a Presidente #Dilma Rousseff havia anunciado pretender reeditar a CPMF, mas voltou atrás um dia depois. Nesta quarta-feira (2) ela insinuou novamente que irá fazê-lo.

A manobra seria uma tentativa de alcançar algum fôlego para as contas, visando fechar o Orçamento da União de 2016, uma vez que o “ajuste fiscal-econômico” proposto pelo ministro Joaquim Levy já vem demonstrando claramente ser inócuo, seja porque os indicadores pioram a olhos vistos em todos os setores da economia, seja porque, após a penosa aprovação da primeira parte, a segunda parte deve ser ainda mais difícil.

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Os analistas são praticamente unânimes em dizer que essa nova manobra provavelmente também será ineficaz.

Michel Temer, quando do primeiro anúncio, foi questionado pelo portal G1 sobre a posição do PMDB para a proposta da reedição da CPMF. Na ocasião, ele afirmou: “Nós não examinamos este assunto ainda. Evidentemente que a primeira ideia é sempre esta: não aumentar tributos. Por outro lado, há, muitas vezes, a necessidade, e eu não estou dizendo que nós vamos fazer isso, de se apoiar medidas de contenção e, talvez, a medida da CPMF seja uma dessas medidas. Mas a volta da CPMF não está sendo examinada pelo governo e, por enquanto, isso é burburinho”.

Michel Temer parece ter sido pego de surpresa, e dizem interlocutores que este foi um dos motivos que o fez recusar o pedido da Presidente Dilma para que continuasse na articulação política.

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Após ter apresentado um orçamento deficitário em R$30 bi, algo inédito no país, e que analistas do mercado estimam que alcance algo em torno de R$ 72 bi em realidade, o governo vê na medida a possibilidade de levantar R$85 bilhões,com a medida, recursos que, segundo o governo, seriam divididos entre municípios, estados e governo federal, mas que, a princípio, teriam que ser integralmente investidos em saúde.

O governo disse através do ministro do Planejamento que não é ilegal apresentar o orçamento já no vermelho e que a Lei de Responsabilidade Fiscal prevê que é preciso mandar o orçamento como meta, mas que esta meta não necessariamente tem de ser positiva, pode em tese, ser negativa.

Em coletiva a imprensa dada nesta quarta-feira (2), a Presidente Dilma Rousseff afirmou que enviará ao Congresso um adendo para modificar a proposta orçamentária de 2016, isto aconteceu logo após os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), terem ambos feito declarações acusando o governo de querer transferir para o Congresso o ônus do rombo nas contas públicas.

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Mesmo com informações desencontradas e contradições, o governo estuda uma forma de recriar o imposto do cheque com um novo formato, apesar de ainda não saber qual, e, embora negue, enviou sim, o ministro da Saúde Arthur Chioro para convencer deputados a apoiarem a proposta do governo.

Na coletiva a Presidente Dilma havia dito: “Se houver a hipótese de a gente enviar essa fonte, nós enviaremos”. #Finança #Crise econômica