A proposta do Governo anunciada nesta segunda-feira (14) não agradou em nada os brasileiros, que não querem a volta da CPMF - Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeria. De acordo com o Governo, é preciso voltar com este imposto que teria uma alíquota de 0,2% e seria temporário, arrecadando contribuições de pessoas físicas e jurídicas.

Em pronunciamento, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse que a CPMF seria mantida no máximo por 4 anos, sendo este período necessário para que o Governo colocasse a "casa" em ordem e o país pudesse sair da crise.

Só no ano de 2016, seriam arrecadados mais de R$ 32 bilhões, se o imposto for aprovado ainda este ano.

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Ainda de acordo com o ministro Levy, todo o dinheiro será empregado no pagamento das aposentadorias da Previdência Social e ele ainda garantiu que este seria o imposto com menor impacto para o país e que garantirá uma melhor distribuição para toda a população.

O Governo Federal adotou várias medidas para contenção de gastos e aumento da arrecadação, todas elas foram anunciadas na tarde da última segunda-feira (14). É uma forma de tentar equilibrar as contas públicas e ainda fazer uma economia para conseguir pagar os juros da dívida. A previsão é de que mais de R$ 26 bilhões sejam cortados e a arrecadação aumente em até R$ 29 bilhões.

Para que a CPMF seja criada, o Governo está preparando uma PEC, uma emenda à Constituição brasileira. O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, que esteve no pronunciamento ao lado de Joaquim Levy, explicou que desde 2004 o Brasil vem registrando um aumento no déficit da Previdência, que em 2016 chegará a R$ 117 bilhões, e algo precisa começar a ser feito antes que a situação se agrave ainda mais.

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Dilma Rousseff vem enfrentando uma crise econômica, com forte recessão, inflação crescente e ainda tem a crise política. Para muitos, a volta da CPMF é o retrato da falta de competência do Governo para lidar com os problemas do país.

Nas redes sociais, a volta do imposto vem sendo duramente criticada e o desejo de que realize o impeachment da presidente vem ganhando cada vez mais força, pois os brasileiros e empresas de todos os setores já não aguentam tantos impostos e tem ainda o agravante de que o dinheiro arrecadado é mal distribuído e boa parte é desviada através da corrupção que assola o Brasil. #Dilma Rousseff #Crise econômica #Blasting News Brasil