Mesmo com a intervenção do Banco Central, o dólar segue nessa quarta-feira com aumento, e não tem previsão de parar, no total a moeda valorizou 2,28% ao decorrer dessa quarta-feira, 23 de setembro. Desde a criação do plano real pelo governo FHC em 1994, a moeda não era cotada em um calor tão alto.

Em ritmo constante o dólar seguiu com sua quinta subida consecutiva, refletindo negativamente na bolsa de valores de diversos países, mas principalmente na Bovespa (Bolsa de Valores do Brasil). Há exatos 12 meses a moeda valia cerca de R$ 2,40, um aumento de 72,25% nesse período.

Cenário atual

Com o aumento da moeda o BC teve que vender mais da moeda para tentar conter a sua subida, tentativa que parece não ter dado muito certo, julgando pelo fato da moeda ter fechado em alta.

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Quem ganha e quem perde?

Com a valorização da moeda, pequenos comerciantes e a industria perdem os concorrentes de fora do pais, no momento que menos produtos estão sendo importados, e o produto interno começa circular mais.

Quem não importa sua matéria prima, ou terceiriza parte de seu produto para fora e desenvolve com mão de obra local também tem a ganhar com o aumento da moeda, ou ao menos minimizar perdas.

Empresas exportadoras, também saem ganhando com o aumento, pois seus custos são em reais, onde a moeda está desvalorizada, no momento que a mesma recebe na moeda estrangeira sua margem se torna muito maior, e consequentemente seu lucro sobre a fabricação de seus produtos, sem dúvidas e o setor que mais ganha no atual cenário do país.

Fabricantes e parte da indústria que são obrigados a importarem componentes, ou depende de tecnologia de outros países para sua linha de fabricação, são diretamente afetados pelo aumento da moeda. 

Nos setor alimentício também temos o impacto pelo aumento da moeda em relação ao real, pois muitas matérias primas como o caso do trigo, gasolina e gás são importadas pelo Brasil, causando aumento na mesa do brasileiro, pois essas matérias estão diretamente ligadas a produção do macarrão, do pão, e até mesmo da combustível que precisamos para nos locomover todos os dias todos os dias, seja de ônibus ou veículo próprio.

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