Os admiradores do Fiat Barchetta, produzido entre 1995 e 2005, têm motivos para comemorar. A marca italiana lança no ano que vem, inicialmente apenas nos Estados Unidos, um novo conversível de dois lugares que vai ampliar seu portfólio no mercado norte-americano. O modelo que, por enquanto, é chamado de 124 Spider – uma alusão ao clássico dos anos 60 – terá produção limitada e vai se posicionar acima da gama Cinquecento. Nos EUA, o 500 está disponível em seis opções: regular e Cabrio (500c), como as vendidas no Brasil, elétrica (500e), monovolume (500L) e utilitário-esportivo (500X), além do apimentado Abarth, que também é ofertado por aqui.

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O novo 124 Spider será uma espécie de versão Fiat do Mazda MX-5 Miata, produzida pela parceira japonesa em Hiroshima. “Não vamos revelar todos os detalhes deste modelo agora, mas já o batizamos. O que posso dizer é que nosso ‘roadster’ terá identidade própria”, adiantou o chefão da Fiat Chrysler Automobiles (FCA), Sergio Marchionne, durante o Salão de Genebra. Para quem gosta de fortes emoções, uma versão Abarth também está na pauta. Além de suspensão mais firme e freios maiores, ela teria cerca de 200 cv de potência e rivalizaria com o Porsche Boxster, em termos de performance.

A ofensiva italiana, que começa no primeiro semestre do ano que vem com o lançamento do conversível, segue no segundo semestre com o novo Alfa Romeo Giulia e em 2017, quando o primeiro utilitário-esportivo (SUV) da marca milanesa estreia na terra do Tio Sam.

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Depois que toda a linha 500 for reestilizada, o que está programado para o decorrer dos próximos dois anos, será a vez de a FCA investir pesado na Alfa Romeo, com os lançamentos de um sedã e um SUV de grande porte, além de um cupê e um conversível de apenas dois lugares.

Um ou outro modelo desta leva deve desembarcar no Brasil, onde o Fiat Coupé chegou a gozar de bastante prestígio, no final da década de 90, antes de se tornar um dos maiores micos do mercado de usados – o Barchetta nunca foi importado oficialmente para cá e o Coupé, hoje, está praticamente extinto. A expectativa pelo retorno da Alfa Romeo ao país também é grande, mas até agora não há nenhuma definição neste sentido. Pelo contrário, a crise do mercado automotivo nacional e a alta do dólar devem aumentar a distância – que hoje já é abissal – entre os veículos vendidos por aqui e lá fora.

Ao que tudo indica, há um grande risco de voltarmos para a ‘Era das Carroças’, quando a indústria empurrava nos brasileiros, a preços astronômicos, todo tipo de sucata que havia descontinuada há anos nos mercados europeu e norte-americano. O pior é que isso já começou a acontecer. #Automobilismo #Inovação